BOLSONARO, DEPOIS DE TRANSFORMAR A UTI EM POINT DE ENCONTRO COM IGUAIS, TEM PIORA NO SEU QUADRO CLÍNICO E VAI FAZER NOVOS EXAMES , MOSTRA BOLETIM
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Na concepção banal de narcisismo como exacerbação do eu, necessidade compulsiva de ser notado, Bolsonaro é o claro tipológico-narcisista.
Mas, não esquecer: todo narcista tem profundo sentimento de inferioridade, insegurança, auto-devalorização, culpa e medo. Daí, a necessidade da ilusão de ser notado, respeitado e amado.
Também, no sentido banal, todo narcista é paranoicamente prepotente e gosta de mostrar que não respeita regras, normas, princípios.
Bolsonaro, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que tem suas regras, não conseguiu respeitá-las. Transformou a unidade hospitalar em um point de encontros com seus e iguais e a imprensa. Seu familistério, como mostra o filósofo-psiquiatra, Félix Guattari.
Mesmo assim, agrediu a oficial de justiça que foi pegar sua assinatura sobre o documento enviado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe tornaria oficialmente Réu, afirmando que ela estava desrespeitando o recinto-hospitalar e sua condição de enfermo, quando ele mesmo a desrespeitou.
Agora, depois de tantos agitos na companhia de seus iguais e arrogâncias contra o STF e, mormente, o ministro Moraes, ele, segundo o boletim médico de hoje, dia, 24, apresentou piora em seu quadro clínico e vai ter de ser submetido a novos exames médicos.
Logo ele que já havia até marcado a data de sua saída.
E para piorar mais seu quadro clínico somático-psíquico, o presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, afirmou que não vai colocar como regime de urgência o PL da anistia. É mole?
Como diz a bela Eco, apaixonada por Narciso: “Nenhum mortal jamais poderá se apossar da essencialidade de meu amado Narciso, sob pena de sofrer a força do revertério”.