NASSIF: OS CRIMES CONTRA O ALMIRANTE OTHON
Othon, equiparado pelos físicos a César Lattes, quedou nas mãos de um juiz exibicionista, com excesso de ego e carência de cérebro.
Segundo a jornalista Tania Malheiros, especializada em energia nuclear, auditoria do Tribunal de Contas da União alertou para riscos iminentes de faltar recursos para o projeto de extensão da vida útil de Angra 1.
Esse tema me remete para os abusos cometidos pela Lava Jato, e pelo inacreditável juiz Marcelo Bretas, contra o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva.
Na época, Othon foi acusado pela Lava Jato do Rio de Janeiro de ter recebido dinheiro de empreiteiras. Nem se cuidou de saber qual a razão do pagamento. Foi acusado de ter sido subornado pela Odebrecht para conseguir a parceria com a França na construção do submarino nuclear. Ou seja, teria utilizado o dinheiro para subornar todo alto comando da Marinha – a quem cabia a decisão. Aliás, a escolha da Odebrecht foi uma imposição da própria Dassault, devido à reputação internacional da empreiteira.
Othon, equiparado pelos físicos a César Lattes, autor dos maiores feitos da ciência aplicada brasileira, quedou nas mãos de um juiz exibicionista, que se fotografava em academias mostrando excesso de ego e carência de cérebro.
Um pouco antes, Othon comandou um grupo de especialistas, com financiamento público, trabalhando em uma redução do modelo energético brasileiro. Usando dados climáticos históricos, o grupo reduziu todo fluxo hídrico brasileiro a um rio teórico e, em cima dele, montou projeto de desenvolvimento hidrelétrico para alimentar políticas públicas.
Um dos pontos centrais das recomendações era a adoção de usinas a fio dágua para evitar alagamentos. O problema é que os grandes fabricantes mundiais de turbinas – franceses e alemães – trabalhavam apenas com usinas clássicas.
Para as usinas a fio d’água, seriam necessários reatores usados em usinas nucleares, construídos com uma tecnologia que reduz o atrito. Reduzindo, qualquer coisa que movimentasse a turbina – urânio ou água – conseguia um poder rotativo imenso.
Na ocasião, Othon foi contratado pela Odebrecht justamente para desenvolver as turbinas das usinas a fio d’água de Belo Monte e Santo Antônio. O que foi feito com enorme sucesso.
Até hoje, Othon está com os bens bloqueados. Há vários movimentos pedindo sua reabilitação. O correto seria um pedido público de desculpas da Procuradoria Geral da República e do poder judiciário, em nome do Estado brasileiro. E jogar os autores desses abusos contra Othon na lata de lixo da história.