MORO E DALLAGNOL DÃO MESMA RESPOSTA À CORREIÇÃO QUE REVELOU CRIMES DA LAVA JATO: “FICÇÃO”

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“O que o CNJ está fazendo é virar a lei do avesso”, diz Dallagnol sobre trabalho da correição extraordinária

O senador Sergio Moro, ex-juiz federal, e o ex-deputado federal cassado Deltan Dallagnol, ex-procurador da República, deram a mesma resposta ao trabalho da Polícia Federal que embasa a correição extraordinária feita pela Corregedoria Nacional de Justiça na 13ª Vara Federal de Curitiba. Segundo eles, a denúncia de que houve suposto esquema de desvio de recursos público para criação da Fundação Lava Jato não passa de “ficção”.

A ação de Salomão ocorre poucos dias após a maioria do plenário do Conselho Nacional de Justiça decidir investigar a participação da juíza Gabriela Hardt no conluio na esfera administrativa. O CNJ entendeu que a magistrada, ao homologar o acordo da famigerada Fundação Lava Jato, deixou suas digitais no esquema que movimentou bilhões de reais oriundos de acordos de leniência e delação premiada da Lava Jato. O esquema teria sido instituído na época em que Sergio Moro comandava a 13ª Vara Federal.

No CNJ, a representação disciplinar contra Sergio Moro foi desmembrada do caso Hardt e ainda será apreciada pelo plenário. Quanto a Deltan Dallagnol, o CNJ não pôde aprofundar as investigações contra o ex-procurador da República, mas o relatório do delegado da Polícia Federal Élzio Vicente da Silva cita necessidade de apurar nas esferas competentes sua participação no conluio para supostamente desviar, para interesses próprios, os recursos dos acordos da Lava Jato.

Em tom de indignação, Dallagnol respondeu que o trabalho da Corregedoria é “obra de ficção científica”. “Esse relatório não passa de uma grande teoria da conspiração vergonhosa de que a Lava Jato estaria devolvendo o dinheiro para a Petrobras para que esse dinheiro voltasse pra própria força-tarefa por meio de um acordo entre ela e a Petrobras”, afirmou.

Ainda segundo ele, “as devoluções de recursos para a Petrobras, na condição de vítima, aconteceram em cerimônias públicas com total transparência acompanhadas pela imprensa”, e “oito órgãos públicos consideraram que o acordo feito entre a força-tarefa e a Petrobras foi legal e legítimo e o CNJ não refutou uma linha de suas decisões”.

Ainda de acordo com Dallagnol, as acusações do CNJ são inócuas e de 5 anos atrás. “O que o CNJ está fazendo é virar a lei do avesso, enquanto o STF livra os corruptos, quem é punido são o juízes e procuradores que combateram a corrupção no Brasil”, concluiu.

Procurada pela CNN, a defesa de Gabriela Hardt não se manifestou.

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