EDUARDO BOLSONARO E OUTROS BOLSONARISTAS SERÃO INVESTIGADOS POR FAKE NEWS SOBRE O RS

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por Caroline Saiter

Vista aérea de ruas inundadas em Porto Alegre (RS). Foto: Carlos FABAL/AFP
O Palácio do Planalto enviou nesta terça-feira (7) um ofício ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, listando onze postagens em redes sociais de políticos e influenciadores relacionadas à tragédia no Rio Grande do Sul.

Entre os citados estão o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o coach Pablo Marçal e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). O grupo é apontado pelo governo como disseminadores de “fake news”.

O texto é assinado pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta. O documento solicita que o Ministério da Justiça investigue possíveis “crimes” cometidos pelos autores.

Lewandowski encaminhou o pedido à Polícia Federal (PF) para análise e adoção “das providências cabíveis, com a urgência que o caso requer”.

Ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta. Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Pimenta foi procurado pelo comandante Militar do Sul, general Hertz Pires do Nascimento, que comentou que fake news sobre o trabalho do Exército têm causado desconforto e atrapalhado as operações das tropas no resgate de pessoas afetadas pela enchente no Rio Grande do Sul.

Internamente, o Planalto fala sobre “abrir uma guerra” contra quem dissemina fake news nas redes sociais.

No pedido a Lewandowski, Pimenta disse que “a propagação de falsidades pode diminuir a confiança da população nas capacidades de resposta do Estado, prejudicando os esforços de evacuação e resgate em momentos críticos. É fundamental que ações sejam tomadas para proteger a integridade e a eficácia das nossas instituições frente a tais crises”.

Sem especificar qual tipo de punição, o documento solicita “providências cabíveis” pelo Ministério da Justiça, “tanto para a apuração dos ilícitos ou eventuais crimes relacionados à disseminação de desinformação e individualização de condutas quanto para reforçar a credibilidade e capacidade operacional das nossas instituições em momentos de crise”.

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