COMO JÁ ERA ESPERADO, DESEMBARGADORA CLÁUDIA CRISTOFANI, QUE TIROU FOTO COM MORO, VOTOU PELA SUA ABSOLVIÇÃO CONTRA A DEMOCRACIA
Desembargadora Claudia Cristofani, que havia pedido vista da ação, iniciou seu voto acompanhando o relator do caso pela absolvição do senador e ex-juiz suspeito Sergio Moro
247 – O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) retomou, nesta segunda-feira (8/4), o julgamento das ações que pedem a cassação e inelegibilidade do senador e ex-juiz suspeito Sergio Moro (União Brasil-PR). As acusações, apresentadas pelo PT e pelo PL, incluem abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2022 e suposto envolvimento em caixa dois.
Na terceira sessão de julgamento, a desembargadora Claudia Cristofani, que havia pedido vista da ação na última quarta-feira (3/4), iniciou seu voto acompanhando o relator do caso pela absolvição de Sergio Moro. O desembargador Luciano Carrasco Falavinha já havia proferido seu voto na primeira sessão, optando por indeferir as ações.
Entretanto, o desembargador José Rodrigo Sade divergiu do relator na segunda sessão de julgamento, votando pela cassação e inelegibilidade de Moro. Com o voto de Claudia Cristofani, o placar atual está em 2 a 1 pela absolvição do senador.
Além de Cláudia Cristina Cristofani, estão previstos os votos de Anderson Ricardo Fogaça, Guilherme Frederico Hernandes Denz e Sigurd Roberto Bengtsson. Uma eventual condenação no caso resultaria na cassação do mandato de Moro e na sua inelegibilidade por oito anos, exigindo a convocação de uma eleição suplementar para escolher um novo senador paranaense. O TRE-PR reservou as sessões dos dias 8 e 9 de abril para dar continuidade ao julgamento, se necessário.
As acusações contra Moro foram movidas pelo Partido Liberal (PL) e pela federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV. Eles argumentam que o ex-juiz desequilibrou a disputa ao Senado no Paraná por meio de gastos excessivos durante a pré-campanha eleitoral.
No período entre o final de 2021 e o início de 2022, Moro estava em pré-campanha à Presidência da República. Posteriormente, ele desistiu e tentou concorrer ao Senado por São Paulo, sendo impedido pela Justiça Eleitoral. Apenas após isso, Moro passou a disputar o cargo em seu estado de origem, o Paraná. Segundo as ações, esse contexto teria beneficiado Moro com estrutura, exposição e limite de gastos maiores, se comparado aos seus adversários que tentavam se eleger senador pelo Paraná.