TRE-PR REINICIA JULGAMENTO DE CASSAÇÃO DE MORO. ACOMPANHE AO VIVO

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SULAté o momento, votação está empatada em 1 a 1

247 – O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) retomou nesta segunda-feira (8) o julgamento que poderá resultar na cassação do mandato do senador e ex-juiz suspeito Sergio Moro (União Brasil-BR). A sessão, que teve início na última segunda-feira (1), continua com a análise da ação que acusa Moro de abuso de poder econômico durante as eleições de 2022. Até o momento, o placar do julgamento está empatado, com um voto a favor da cassação e outro contra.

O debate desta segunda-feira será reiniciado com o voto da desembargadora Cláudia Cristina Cristofani. O relator do processo, desembargador Luciano Carrasco Falavinha, manifestou-se contra a cassação de Moro, destacando a falta de evidências que comprovem as acusações de abuso de poder econômico. Falavinha argumentou que as despesas de pré-campanha de Moro foram compatíveis e que não houve ilegalidades comprovadas.

Por outro lado, o desembargador José Rodrigo Sade votou a favor da cassação, alegando que houve um claro abuso no caso, que comprometeu a lisura do pleito eleitoral. Sade afirmou que Moro investiu mais recursos do que os demais candidatos, gerando um desequilíbrio na disputa eleitoral. Ele ressaltou a importância de manter a isonomia do pleito e destacou a existência patente do abuso de poder econômico.

Além de Cláudia Cristina Cristofani, estão previstos os votos de Anderson Ricardo Fogaça, Guilherme Frederico Hernandes Denz e Sigurd Roberto Bengtsson. Uma eventual condenação no caso resultaria na cassação do mandato de Moro e na sua inelegibilidade por oito anos, exigindo a convocação de uma eleição suplementar para escolher um novo senador paranaense. O TRE-PR reservou as sessões dos dias 8 e 9 de abril para dar continuidade ao julgamento, se necessário.

As acusações contra Moro foram movidas pelo Partido Liberal (PL) e pela federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV. Eles argumentam que o ex-juiz desequilibrou a disputa ao Senado no Paraná por meio de gastos excessivos durante a pré-campanha eleitoral.

No período entre o final de 2021 e o início de 2022, Moro estava em pré-campanha à Presidência da República. Posteriormente, ele desistiu e tentou concorrer ao Senado por São Paulo, sendo impedido pela Justiça Eleitoral. Apenas após isso, Moro passou a disputar o cargo em seu estado de origem, o Paraná. Segundo as ações, esse contexto teria beneficiado Moro com estrutura, exposição e limite de gastos maiores, se comparado aos seus adversários que tentavam se eleger senador pelo Paraná.

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