ISRAEL USA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO ARMA DE GUERRA CONTRA PALESTINOS
Sistema ‘Lavender’ é usado nos ataques à Faixa de Gaza; militares reinvidicam uso contra civis na busca por militantes de baixa patente
Foto de Jorge Fernández Salas na Unsplash
O exército de Israel utilizou uma base de dados alimentada por inteligência artificial para bombardear a região da Faixa de Gaza.
Ouvidos pelo jornal britânico The Guardian, os israelenses dizem que o sistema de inteligência artificial, chamado Lavender, permitiu que muitos civis palestinos fossem mortos, principalmente durante as primeiras semanas do confronto.
De acordo com a publicação, esse testemunho “invulgarmente sincero proporcional um raro vislumbre das experiências em primeira mão dos funcionários dos serviços secretos israelitas, que têm utilizado sistemas de aprendizagem automática para ajudar a identificar alvos durante a guerra de seis meses”.
O uso de inteligência artificial se tornou um território desconhecido em termos de tecnologia de guerra, levantando diversas questões morais e legais e transformando a relação entre máquinas e as forças militares.
“Isso é incomparável, na minha memória”, disse um oficial de inteligência que usou Lavender, acrescentando que eles tinham mais fé em um “mecanismo estatístico” do que em um soldado enlutado. “Todos lá, inclusive eu, perderam pessoas no dia 7 de outubro. A máquina fez isso com frieza. E isso tornou tudo mais fácil.”
