MINISTROS DO STF DISCUTEM PRISÃO DE BOLSONARO POR SE ESCONDER EM EMBAIXADA
Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the swearing-in ceremony of Admiral Ilques Barbosa as Brazilian Navy new commander, in Brasilia's Naval Club, on January 9, 2019. (Photo by EVARISTO SA / AFP)
O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP
A possibilidade de prender o ex-mandatário é debatida com cautela, no entanto. Membros da Corte temem a repercussão que o caso poderia gerar e avaliam determinar o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão final será de Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos que investigam Bolsonaro.
Imagens de câmeras de segurança reveladas pelo New York Times mostram Bolsonaro sendo recebido pelo embaixador Miklos Tamás Hamal quatro dias depois de ter o passaporte apreendido por determinação de Moraes na operação Tempus Veritatis.

A principal suspeita é a de que ele tenha ficado na embaixada para pedir asilo político a Viktor Orban, primeiro-ministro de extrema-direita do país, com quem mantém uma amizade há anos. A defesa de Bolsonaro alegou que ele ficou no local apenas para “manter contato com autoridades do país amigo”.
Atos como tirar dupla cidadania, conversar com parentes no exterior e contratar advogados de outro país são vistos como exemplos de medidas para se evadir do país. Para magistrados, o caso seria o suficiente para pedir sua prisão.
Ministros acreditam que sua detenção poderia transformá-lo em vítima para seus apoiadores e querem tomar alguma atitude somente quando possuírem provas contundentes que justifiquem sua prisão.