LULA REFORÇA COMBATE ÀS DESIGUALDADES EM SEU PRIMEIRO DISCURSO COMO PRESIDENTE DO G20

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Em discurso, Lula disse ser inadmissível que o mundo que gera US$ 100 trilhões por ano conviva com 735 milhões de pessoas com fome


O presidente Lula durante evento da Presidência brasileira do G20 em Brasília: “É preciso enfrentar com seriedade o debate sobre o anacronismo das instituições de governança global”. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou durante a abertura da reunião conjunta das Trilhas De Sherpas e Finanças nesta quarta-feira (13), em Brasília, parte do ciclo de reuniões do G20 que acontecem no Brasil.

Foi o seu primeiro discurso como presidente do G20. “As desigualdades estão na raiz dos problemas que enfrentamos, ou contribuem para agravá-los. Precisamos de uma nova globalização que combata as disparidades”, defendeu Lula. 

Lula reforçou as prioridades da Presidência brasileira do bloco e os esforços pela inclusão social, combate à fome e à pobreza, além da promoção do desenvolvimento sustentável e da reforma das instituições de governança global. 

“É inadmissível que um mundo capaz de gerar riquezas da ordem de US$ 100 trilhões por ano conviva com a fome de mais de 735 milhões de pessoas e a pobreza de mais de 8% da população”, pontuou.

“Queremos garantir que as profundas transformações que estamos vivendo resultem em bem-estar social, prosperidade econômica e sustentabilidade ambiental para todos. A descarbonização da economia global e a revolução digital são processos que mudarão o planeta”, completou.

Governança global

Sobre a reforma nos sistemas de governança global, outro eixo prioritário da Presidência brasileira do G20, Lula propõe “enfrentar com seriedade o debate sobre o anacronismo das instituições de governança global”.

“É necessário aprimorar os mecanismos de financiamento climático. Os quatro maiores fundos ambientais possuem um saldo de mais de US$ 10 bilhões, mas países em desenvolvimento não conseguem acessá-los por empecilhos simplesmente burocráticos. Os bancos multilaterais de desenvolvimento devem ser maiores, melhores e mais eficazes, destinando mais recursos, e de forma mais ágil, para iniciativas que realmente façam a diferença”, marcou.

Ciclo de reuniões 

O primeiro ciclo de reuniões do G20 Brasil teve início na segunda-feira (11) e segue até sexta-feira (15), em Brasília, no Palácio Itamaraty.

No encontro desta quarta-feira (13), que contou com discurso de abertura do presidente Lula, contou com representações de 19 países, das Uniões Africana e Europeia, bem como de vice-ministros das Finanças e vice-presidentes de bancos centrais do G20.  

Após este primeiro ciclo de alinhamentos dos trabalhos para a cúpula, que será realizada em novembro de 2024 no Rio de Janeiro, as próximas reuniões do G20 estão previstas para a segunda semana de janeiro, por videoconferência.

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