ERA 1850, D. PEDRO II, MOVIDO PELA MODA, ELEVOU O AMAZONAS A CATEGORIA DE PROVÍNCIA. DE LÁ PARA CÁ, A CONSCIÊNCIA IMPERIAL-PROVINCIANA GRUDOU
Map of Amazonas, a province of Brazil.
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
Essa parada de D. Pedro (que o humorista-compositor-Stanislaw Ponte Petra, transformou D. Pedro em estação de trem), elevar o Amazonas a categoria de província, era compulsividade-histórica quando estuávamos no Grupo Escolar Plácido Serrano, situado na Avenida Airão, sob a batuta da maravilhosa professora Honorina de Azevedo Vasconcelos.
Todo ano, no dia 5 de setembro, ela perguntava quem queria falar sobre a data-telúrica. Chovia candidatos, porque todas as alunas e alunos conheciam a história, explicada-didaticamente por ela, do começo ao fim. Quer dizer: ao fim não, visto que ainda não chegou ao fim – o Amazonas continua uma província sob a maldição de D. Pedro II.
Geo-Constitucionalmente é estado, mas a consciência da maioria de seus representantes ainda reflete estratificadamente a força do Império. Principalmente, seus chamados governantes e assessores, ditos políticos, empresários, profissionais alcunhados de liberais, artistas, esportistas, jornalistas, calunistas-sociais, pastores, padres, freiras, meios de comunicações, quer dizer: a iatrogenia-heteronômica muito bem representada pela matrona do Saber-Maior: Universidade Federal do Amazonas (UFAM), aquela que dissemina sua consciência cognoscente-reacionária e, pela força da mágica-alienante, eleva seus rebentos ao pináculo do Parnaso da Autoridade Maior do Saber do Estado que eles tanto acreditam e se tomam como um rosto a menos perdido na multidão. Estado que até o filósofo Schopenhauer sabia de sua inutilidade-epistemológica, estética e filosófica.
Marx, como o filosofo Nietzsche, afirma que a história se movimenta por saltos, porém, há desconfiança, que D. Pedro II, amarrou as pernas do Amazonas no Império. Não sabemos, como diz o poeta, se “por descuido ou fantasia” ou sadismo. Mas, o certo é que a província se mantém molar. Fixa. Imóvel. Nada de revolução-molecular, como afirma o filósofo-psiquiatra Félix Guattari, companheiro do revolucionário-filósofo, Deleuze.
Um breve exemplo. Toda sociedade-democrática produz suas mutações-positivas através das composições-criativas de seu Povo. Já que a Vida é Matéria de Expressão de Variação-Contínua. Em, verdade o singular significado de Filosofia, muito distante de amigo da sabedoria dos tipos Sócrates, Platão, Agostinho, Aquino, Hegel, Kant, etcs. Daí, porque a função da filosofia é causar tristeza em todos os sujeitos-sujeitados. Perturbar o otimismo do mundo-burguês, como mostra o cinegrafista revolucionário Luis Bunuel.
Como mostra, o filósofo Diógenes Laércio, quem se diz filósofo, mas não perturba a imobilidade do mundo, não é filósofo. Não passa de uma sombra-sobrenaturalmente-metafísica. Tudo que a burguesia adora, cultiva e protege. Mesmo que cite Marx, Cristo, Maria, Engels, Lenin, Che, Fidel, Sartre, Camus, Hannah Arendt, Beauvoir, Mao, Gramsci, entre outros contanto que seja protegido na calma tranquila do santo-lar.
Embora, todos devam ser criadores das mutações, todavia são os artistas que têm por vocação-caosmótica de realizar a práxis e a poieses estética do Novo com a Mulher-Real e o Homem-Real como protagonistas da História-Singular desse Povo. No, entanto, no Amazonas Provinciano, não existem nem a Mulher-Real e nem o Homem-Real nas chamadas obras artísticas. Existem apenas abstrações, fantasmagorias, leseiras em formas de vaidades-edipianas, como orgulhos-fálicos de ser amado como nostalgia do seio-anulado. A síndrome das academias de letras, o point-ilusório dos inebriados-solitários, a fantasia da volta ao útero-materno. Tudo, visivelmente confirmado por estes personagens diante de suas subserviências aos chamados governantes que , também, são dominados pela força imperiosa-colonial. Agora, a submissão à ordem norte-americanófila-neoliberal.
E por se tratar de artistas nesta data que confirma a força de D, Pedro II, em 1850, nada como não homenagear a província com a ‘revolucionária’ obra de Benito de Paulo:
“Tudo está no seu lugar. Graças a Deus, graças a Deus!”.
Ou para quem tem outras percepções e concepções pode ser o poeta sobralense, Belchior:
“Não há motivo para festa. Ora esta!
Eu não sei rir à toa.
Fique você com a mente positiva.
Eu quero é a voz ativa.
Esta que é uma boa!
Eu sou uma pessoa.
Essa é minha canoa: eu nela embarco…”
O filósofo itinerante Marcos José, como sempre, faz da Filosofia um vetor estético e conceitual para criar mal-estar nas consciências satisfeitas e enredadas em seus delírios e ausência de reflexão. A seguir Nietzsche, cabe à Filosofia incomodar e prejudicar mesmo a boa consciência da estupidez.