BEM VIVER NA TV: “FUI UM IMBECIL AO ACHAR QUE PODIA VIVER SEM MÚSICA”, AFIRMOU LENINE
Programa traz uma conversa especial com artista o pernambucano e experiência de agroecologia na capital cearense
O cantor e compositor Lenine abre o coração num um bate papo exclusivo no Bem Viver na TV, programa do Brasil de Fato. Ele comenta sobre o tempo de pandemia e sobre a retomada da produção musical juntamente com os novos tempos para o país e para o mundo.
“A história da pandemia e do pandemônio serem conjugados ao mesmo tempo foi cruel demais pra mim. Eu fiquei muito cinza e, para minha sorte, eu tinha outros interesses além de música. Mas a música passou a não me dar nenhum prazer, briguei com meus instrumentos e achei até que eu não queria mais fazer isso. E, sinceramente, se eu não tivesse o núcleo que eu tenho seria possível eu tomar essa iniciativa”, desabafa o pernambucano.
Para o artista os últimos seis anos, analisando o golpe contra a então presidente Dilma Rousseff (PT), governo de Jair Bolsonaro (Republicanos) aliado a pandemia de covid-19, foram “cruéis” para o país e para o artista pessoalmente, uma vez que “tudo foi banalizado”.
“Eu acho que vai levar muito tempo para curar essa fissura, porque é como se cada pessoa que carregasse em si um sentimento muito profundo de fracasso, viu a possibilidade de expor seu monstro sem nenhum escrúpulo, uma canalhice que foi cultivada da dissimulação. E isso tomou conta das casas, das famílias, rachou o país. Isso é medieval, um dualismo burro, que não tem nada haver como o tempo de hoje”, afirma Lenine, que acrescenta,”a gente estava, praticamente, numa Idade Média.”
“Isso pra mim foi muito doído, eu fiquei muito deprimido e sem estímulo para fazer música. Então esse tempo que nós estamos vivendo agora, esse retorno, esses quase cinco meses, é um tempo que até agora eu estou celebrando, porque isso resgatou não só a cidadania e sonhos de todo mundo, mas pra mim, individualmente, resgatou esse prazer com o que eu faço e o que eu escolhi fazer a vida toda.”
Confira a entrevista na íntegra no programa: