MORAES REJEITA AÇÃO DE BOLSONARO SOBRE RÁDIOS, DIZ QUE NÃO HÁ PROVAS E FALA EM CRIME ELEITORAL

0
f960x540-89628_163703_15

URGENTE

Ministro detonou relatório que provariam que rádios teriam deixado exibir inserções do mandatário e ainda pediu investigação de suposto crime eleitoral cometido pela campanha do presidente

Alexandre de Moraes.
Créditos: LR Moreira/Secom/TSE

Por Ivan Longo

POLÍTICA – 26/10/2022 · 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, indeferiu nesta quarta-feira (26) a ação protocolada pela campanha de Jair Bolsonaro (PL) que acusava rádios, principalmente do Nordeste, de não exibirem inserções do presidente no âmbito das propagandas eleitorais gratuitas.

Querem nos calar! A Fórum precisa de você para pagar processos urgentes. Clique aqui para ajudar

ELEIÇÕES 2022
Rádio de Uberaba diz que PL parou de enviar propagandas de Bolsonaro
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, havia alardeado na segunda-feira (24) tal denúncia e encaminhado ao TSE um relatório produzido a partir de uma suposta auditoria feita pela empresa Audiency. Acontece que a empresa em questão não trabalha com auditoria mas, sim, com marketing político.

Já nesta terça-feira (25), cobrada por Moraes a enviar “provas robustas” da suposta fraude nas inserções que estariam prejudicando Bolsonaro, a campanha do presidente enviou um novo relatório para tentar provar a denúncia. O presidente do TSE, entretanto, rejeitou o material.

PODE INTERESSAR

Campanha de Bolsonaro pagou R$ 501 mil a empresa que apontou “fraude” em rádios no Nordeste
ELEIÇÕES 2022
Campanha de Bolsonaro pagou R$ 501 mil a empresa que apontou “fraude” em rádios no Nordeste
Crise na campanha de Bolsonaro se agrava com frágil denúncia sobre rádios do Nordeste
ELEIÇÕES 2022

Crise na campanha de Bolsonaro se agrava com frágil denúncia sobre rádios do Nordeste
Segundo o ministro, os dados apresentados são “inconsistentes” e os representantes da campanha de Bolsonaro “abandonaram o pedido inicial e passaram a indicar uma ‘pequena amostragem de oito rádios’, o que representa 0,16%do universo estatístico apontado”. “Diante de discrepâncias tão gritantes, esses dados jamais poderiam ser chamados de ‘prova’ ou ‘auditoria'”, sentenciou Moraes.

“Não restam dúvidas de que os autores – que deveriam ter realizado sua atribuição de fiscalizar as inserções de rádio e televisão de sua campanha – apontaram uma suposta fraude eleitoral às vésperas do segundo turno do pleito sem base documental crível, ausente, portanto, qualquer indício mínimo de prova, em manifesta afronta à Lei n. 9.504, de 1997, segundo a qual as reclamações e representações relativas ao seu descumprimento devem relatar fatos, indicando provas, indícios e circunstâncias”, prosseguiu o presidente do TSE.

Crime eleitoral
Quando a campanha de Bolsonaro entrou com a primeira petição no TSE, Moraes já havia alertado que, caso não fossem apresentadas provas robustas, os responsáveis pela ação poderiam responder por crime eleitoral.

Na decisão desta quarta-feira (26), diante da ausência dessas provas, o ministro falou em “possível cometimento de crime eleitoral com a finalidade de tumultuar o segundo turno do pleito” e, por isso, solicitou que o Ministério Público Eleitoral (MPE) investigue a campanha do presidente.

Além disso, Moraes, acionou a Corregedoria-Geral Eleitoral para apurar eventual desvio de finalidade no uso do Fundo Partidário para a contratação da suposta auditoria e solicitou que o caso seja enviado para o Supremo Tribunal Federal (STF) com o intuito de que seja investigado no inquérito das “milícias digitais”.

 

TEMAS
Alexandre de Moraes
TSE
Jair Bolsonaro
rádios
crime eleitoral

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.