SOBRE BOLSONARO IMPEDIR DIVULGAÇÃO DA XP: GRUPO PRERROGATIVA VÊ COM PREOCUPAÇÃO
ELEIÇÕES 2022
Juristas afirmam que bolsonaristas tentam eliminar pesquisas eleitorais para impedir que a reprovação do presidente apareça,
Jair Bolsonaro durante a Cúpula das Américas.
Créditos: Isac Nóbrega/PR
Por Lucas Rocha
POLÍTICA – 8/6/2022 ·
O Grupo Prerrogativas publicou uma nota na noite desta quarta-feira (8) condenando a suspensão da divulgação dos próximos resultados da pesquisa eleitoral realizada pela Ipespe a pedido da XP Consultoria. Os levantamentos semanais foram por pressão de bolsonaristas que não aceitam os cenários que indicavam uma avaliação mais positiva para o ex-presidente Lula (PT) do que para o presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em nota, o grupo de juristas aponta que a suspensão das pesquisas faz parte da estratégia bolsonarista de deslegitimar o sistema eleitoral. “Os seguidos ataques do atual presidente contra o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal, que inquietam os democratas de todo o País, estenderam-se agora às pesquisas de opinião do eleitorado —todas elas apontando em sequência a eventual vitória do presidente Lula no dia 02 de outubro”, diz trecho da nota divulgada na coluna da Mônica Bergamo, na Folha.
“O presidente da República quer impedir que a reprovação apareça, eliminando as sondagens dos institutos de pesquisa, ou, pelo menos, interferindo para, quem sabe, colher resultados mais auspiciosos”, condena o grupo.
“Assediada por bolsonaristas do Congresso e por apoiadores ligados ao agronegócio, a XP acabou cedendo às pressões e retirou a pesquisa do site. A gota dágua foi a opinião, na sondagem da semana passada, segundo a qual 35% dos entrevistados consideravam a honestidade um atributo de Lula contra 30% do atual presidente”, destaca o Prerrogativas.
A última sondagem ainda mostrou Lula com 45% das intenções de voto, contra 34% de Bolsonaro, o que aproxima o petista de uma vitória já em primeiro turno, como mostrado por outros institutos, por exemplo o Datafolha.
Desde a revelação do levantamento, ministros, parlamentares e demais aliados do presidente passaram a publicar uma série de ataques aos institutos que realizam sondagens.
“Diante da gravidade do fato, o grupo Prerrogativas continuará atuando, como sempre fez, em defesa do Estado Democrático de Direito, pela garantia de eleições livres e sem interferência do poder econômico e, tampouco, pela manipulação da vontade do eleitorado e das pesquisas de opinião”, finaliza o Prerrô.
Confira a nota do Prerrogativas na íntegra
Os seguidos ataques do atual presidente contra o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal, que inquietam os democratas de todo o País, estenderam-se agora às pesquisas de opinião do eleitorado —todas elas apontando em sequência a eventual vitória do presidente Lula no dia 02 de outubro.
Inconformado com o repúdio a seu governo e à condenação de sua administração, responsável pelas milhares de mortes pela Covid-19, pela carestia, pelo desemprego, pela fome que assola 33 milhões de pessoas, o presidente da República quer impedir que a reprovação apareça, eliminando as sondagens dos institutos de pesquisa, ou, pelo menos, interferindo para, quem sabe, colher resultados mais auspiciosos.
O grupo Prerrogativas, que acredita na segurança das urnas eletrônicas e confia na imparcialidade no TSE na condução do processo eleitoral, acompanha com preocupação as pressões contra a corretora XP Investimentos, para impedir a divulgação da pesquisa do Instituto Ipespe, que vinha sendo publicada semanalmente.
Assediada por bolsonaristas do Congresso e por apoiadores ligados ao agronegócio, a XP acabou cedendo às pressões e retirou a pesquisa do site. A gota dágua foi a opinião, na sondagem da semana passada, segundo a qual 35% dos entrevistados consideravam a honestidade um atributo de Lula contra 30% do atual presidente.
Diante da gravidade do fato, o grupo Prerrogativas continuará atuando, como sempre fez, em defesa do Estado Democrático de Direito, pela garantia de eleições livres e sem interferência do poder econômico e, tampouco, pela manipulação da vontade do eleitorado e das pesquisas de opinião.
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