Segundo o presidente, a pausa foi tomada a pedido do Paquistão, que atua como mediador, e de outros países não identificados. Trump também afirmou ter observado “grande progresso” nas conversas com representantes iranianos, sem detalhar o estágio das tratativas nem quais nações estariam envolvidas.
“Concordamos mutuamente que, enquanto o bloqueio permanecerá em pleno vigor, o Projeto Liberdade será pausado por um curto período para ver se o acordo pode ou não ser finalizado e assinado”, escreveu.
A distinção é importante: a operação de escolta é suspensa, mas as restrições americanas à circulação de embarcações iranianas continuam valendo.
Tensão
O Estreito de Ormuz é um dos pontos mais estratégicos do planeta, por ali circulava cerca de 20% do petróleo mundial antes do início da guerra. O Irã bloqueou a passagem de navios como forma de pressionar Estados Unidos e Israel pelo fim do conflito. Em resposta, os americanos passaram a restringir a navegação de embarcações iranianas e lançaram a operação de escolta.
Apesar do anúncio de pausa, o ambiente na região segue tenso. Na segunda-feira (4), os dois lados afirmaram ter disparado contra embarcações adversárias, mesmo com um cessar-fogo ainda formalmente em vigor.
O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, tentou equilibrar o tom ao falar sobre o tema. Afirmou que a operação tem caráter “pacífico” e que os EUA “não estão procurando briga”, mas deixou um aviso claro: qualquer ataque iraniano a navios na região será respondido com “poder de fogo esmagador”.
Hegseth também contestou a narrativa de Teerã sobre o controle do estreito. “Os iranianos disseram que controlam o estreito. Não controlam”, disse em entrevista coletiva.
*Com informações do g1.