VIKTOR ORBÁN, NAZISTA, QUE CHAMOU BOLSONARO DE IRMÃO, FOI DERROTADO NA ELEIÇÃO NA HUNGRIA
Resultado encerra ciclo de 16 anos do ditador no poder
Oprimeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições parlamentares realizadas neste domingo. Em discurso a apoiadores, ele afirmou que o resultado foi claro e confirmou ter parabenizado o vencedor.
Com parte dos votos apurados, a projeção oficial indica que o partido Tisza, de centro-direita, deve conquistar 135 das 199 cadeiras do Parlamento, número suficiente para garantir maioria qualificada e abrir caminho para mudanças constitucionais.
Orbán classificou o resultado como difícil, mas declarou que pretende continuar atuando na vida pública, agora fora do governo.
A derrota encerra um ciclo de 16 anos à frente do país, período marcado por políticas restritivas à imigração e críticas a medidas consideradas limitadoras da imprensa e de direitos democráticos.
Um dos maiores nomes da internacional composta por líderes de extrema direita, Orbán já se encontrou ao menos três vezes com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chegou a se referir como “praticamente um irmão”. Em fevereiro de 2024, Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, permaneceu por dois dias na Embaixada da Hungria, em Brasília, após ter o passaporte apreendido pela Polícia Federal, episódio revelado pelo jornal The New York Times.
Ao longo de seu governo, Orbán também manteve interlocução direta com o presidente russo, Vladimir Putin. Sua gestão também ficou marcada por embates com a União Europeia.
Magyar afirmou que pretende reaproximar a Hungria do Ocidente e reduzir a dependência energética da Rússia até 2035, mantendo, segundo ele, relações pragmáticas com Moscou.
Entre as promessas também está a tentativa de desbloquear recursos da União Europeia, atualmente congelados, como forma de estimular a economia húngara.