DECISÃO ESTÁ NAS MÃOS DE MORAES: PGR REJEITOU PEDIDO DE LIBERDADE DE GENERAL ACUSADO DE PLANEJAR EXECUÇÃO DE LULA E OUTRAS AUTORIDADES
Paulo Gonet reforça gravidade das acusações contra Mário Fernandes e diz que ele ainda representa risco de novas investidas golpistas
Apontado como autor do plano batizado de Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF, Fernandes admitiu em depoimento na quinta-feira (24) que escreveu o documento, mas alegou que o fez por “curiosidade intelectual”.
Para Gonet, o reconhecimento da autoria não apenas confirma a linha da acusação, como enfraquece a tese da defesa de que o general não compartilhou o conteúdo com outros envolvidos.
Preso desde novembro de 2024, quando foi alvo da operação Contragolpe, Fernandes pediu a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar. Ele foi apontado pela Polícia Federal (PF) e pela PGR como uma peça-chave na articulação militar da trama golpista bolsonarista.
No parecer, Gonet argumenta que a liberdade do general representa uma ameaça concreta à sociedade e à investigação. “Para além do perigo à instrução, a tutela preventiva foi motivada pela gravidade concreta dos delitos, pela lesividade das condutas e pelo perigo de reiteração delitiva”, escreveu o procurador-geral.
Com a manifestação contrária da PGR, a decisão agora está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo. Ele deve analisar o pedido de revogação da prisão nos próximos dias, em meio ao avanço das audiências de instrução dos réus da tentativa de golpe.
