OS FILÓSOFOS, TONI NEGRI E FÉLIX GUATTARI MANDAM LEMBRANÇA AO FILÓSOFO-EDUCADOR, MIGUEL OLIVEIRA CANDIDATO À PRESIDÊNCIA MUNICIPAL DO PT DE MANAUS, CARENTE DE DESEJO

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

Enunciações dos dois Filósofos da Política, Antonio Negri e Félix Guattari.

 

“Nenhuma transformação é concebível se o conjunto do campo do trabalho produtivo não for atravessado por grandes movimentos de experimentação coletiva que rompam as concepções relativas à acumulação centrada no lucro capitalista.

Nessa direção deverá ser compreendida a potência de expansão da força de trabalho coletiva. Assim se estabelecerá um duplo movimento, que lembra o coração humano, entre a diástole da força expansiva da produção social e a sístole da inovação e da reorganização radical da jornada do trabalho”.

         Este texto foi extraído da obra-política-filosófica de Toni Negri e Félix Guattari, ‘As Verdades Nômades’, publicada pela Editora Politeia e Autonomia Literária (2017).

 

Uma brevíssima ilustração-política.

 

Os dois filósofos têm uma estreita relação com o Partido dos Trabalhadores, apesar de Negri ser italiano e Guattari francês.

Guattari viu nascer o PT. Não só viu, mas acreditava que era a nova subjetividade-politica que estava eclodindo no Mundo. É próximo de Lula chegando a realizar, na década de 80, uma entrevista que marcou as perspectiva do futuro político do Brasil. Além, de ter sido conselheiro de Erundina quando ela foi prefeita de São Paulo. E tem ligação com a engajada psicanalista brasileira, Suely Rolnik. Conhece muito bem o Brasil. É um verdadeiro Nômade: conhece o Mundo todo.

 

Toni Negri, como Guattari, fez memoráveis visitas ao Brasil, país que para ele, como Guattari, fundamentava as transformações que iriam tocar no Mundo, através do PT. Negri, é conhecido internacionalmente por dois fatos-histórico: foi acusado de ser autor intelectual do Movimento Brigadas Vermelhas, por ser professor de um dos membros do Movimento que assassinou o político italiano, presidente da Itália, Aldo Moro (1978). Foi preso por 10 anos injustamente, já que não tinha nenhuma relação com o grupo terrorista. Em seguida, foi eleito deputado na França. O segundo fato-histórico é que ele foi um dos criadores do Movimento do Operaísmo. Movimento que permitiu a renovação no pensamento dos trabalhadores e a concreta materialização de seus direitos.

 

Miguel Oliveira é filósofo engajado na educação no sentido integral que deve ser, com a singularidade de ter participado do mais realista Curso de Filosofia que existiu no Amazonas: Centro de Estudo Comportamento Humano: CENESC. Realista, porque sabia que a Filosofia, como o Teatro, é Práxis e Poieses das Ruas. Não de mofentas academias que só servem para embalar o glamour dos sentimentos de inseguranças dos que se tornaram professores de universidades petrificadas, como diria o filósofo, Diógenes Laércio.

 

Daí, que Miguel Oliveira pode entender que a enfermidade maior do Partido dos Trabalhadores de Manaus, é a falta de Desejo. O Desejo que é a pura positividade da Vida que contorna as pessoas e os objetos com sua potência intensiva que produz o Novo como Devir contínuo da História. É o Desejo que pode atravessar os grandes movimentos de experimentação coletiva e romper à acumulação centrada no lucro capitalista, como afirmam os dois filósofos.

 

E como Filósofo da Educação Engajado, pode compreender a metáfora-cardíaca de Guattari que a diástole, para o trabalhador, é “a força expansiva da produção social”. Assim, como a sístole é a “inovação da organização radical da jornada do trabalho”.

 

Ele pode, pode pelo entendimento do Desejo, da diástole e sístole, transformar o PT de Manaus, um partido igualizado como qualquer partido das direitas. Apesar de ter seu presidente estadual, Sinésio Campos Lima, frequentado o mesmo CENES, mas que filosoficamente encontra-se no mesmo gueto da ilusão burguesa do governador-bolsonarista, Wilson Lima e o prefeito, também, bolsonarista, David Almeida. 

 

É verdade que o PT de Manaus carece, nos chamados grupos militantes, de compromisso com estudos intelectuais que possam expandir e concretizar suas lutas. Estes grupos não se envolvem com a literatura, com a filosofia, com as ciências-neuro-cognitivas, com as artes, principalmente, vanguardistas, todos os componentes necessários para a diástole e a sístole política, embora alguns tenham curso universitário.

 

Mas, universidade não politiza ninguém e muito menos liberta o Desejo, muito pelo contrário, pode esquizofrenizar seus frequentadores, como afirma Guattari. Muitas pessoas não tem nem o primário, mas se movem pelo Desejo. Enquanto, muitos destes grupos são meros aproveitadores, parasitas, só pretendem levar a melhor. Muitos se deram bem nos governos Dilma e Lula 1, 2 e, agora, no Lula 3. 

 

Miguel Oliveira tem que conceber com firmeza essa realidade antes e depois se for eleito no dia 6, dia da eleição.

 

Mas, se não for, visto que o partido carece de Desejo, e o Desejo só é possível com membros Desejantes, daí não ter “Força de Trabalho Coletiva”, ele pode começar a entrar em um nova ordem de relação com estes que são responsáveis pelo PT ter sido transformado, em Manaus, no PL do Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro. Caso contrário ele e o PT vão continuar fantasmagoricamente fantasiando que produzem Política Trabalhadora. 

 

Tudo que não serve para a DEMOCRACIA!  

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