CAPPELLI MANDA RECADO PARA MORO: “O PAÍS PRECISA TIRAR DA VIDA PÚBLICA TODOS AQUELES QUE SABOTARAM A PÁTRIA”

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O ex-juiz da Lava Jato usou a data para atacar o presidente Lula

Ricardo Cappelli (à esq.) e Sergio Moro (Foto: Felipe Gonçalves-247 I Divulgação)

247 – O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, destacou nesta quinta-feira (7) os prejuízos da Operação Lava Jato quando o atual senador Sergio Moro (União Brasil-PR) julgava os processos de primeira instância jurídica. O dirigente fez o comentário após o parlamentar aproveitar este Sete de Setembro para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Em breve, o Brasil pode dar mais um passo rumo à independência plena retirando da vida pública todos aqueles que sabotaram a pátria fazendo emergir o fascismo, destruindo empresas e milhares de empregos”, afirmou Cappelli. Moro escreveu: “7 de setembro vazio, cheio de nada, sem povo na rua, um reflexo do baixo nível de entusiasmo gerado pelo Governo Lula na população brasileira. Serve para lembrar que precisamos retomar a luta vibrante, mas pacífica pela independência”.

As ilegalidades de Moro enquanto juiz da Lava Jato ficaram mais evidentes a partir de 2019, quando começaram a ser publicados na imprensa trechos de conversas dele com procuradores do Ministério Público Federal (MPF-PR). De acordo com os diálogos, o então magistrado interferia na elaboração de denúncias, que devem ser feitas por promotores para, em seguida, o responsável pelo julgamento decidir se condena ou absolve a pessoa investigada. 

Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a suspeição de Moro nos processos contra o presidente Lula, que teve os direitos políticos devolvidos. Em 2022, o atual senador foi derrotado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) por fraude em domicílio eleitoral e, por consequência, decidiu ser candidato no Paraná. 

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Em 2023, grampos do empresário Tony Garcia confirmaram que ele foi uma espécie de “agente infiltrado” da Lava Jato quando Moro julgava os processos da operação em primeira instância jurídica. O empresário denunciou algumas ilegalidades de Moro. Durante entrevista ao 247 de 2 de junho, Garcia disse ter sido instruído na Lava Jato a dar uma entrevista à Veja e fornecer à revista informações que pudessem comprometer a carreira do ex-ministro José Dirceu (PT). 

O delator afirmou que, a mando de Sergio Moro, gravou de forma ilegal o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) em 2018. Garcia afirmou que Moro transformou “Curitiba na Guantánamo brasileira”.

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