QUESTÃO DO ENEM XI: A JOGADA-TORPE QUE MORO E SEUS IGUAIS TRAMARAM PARA ATINGIR LULA, DEVE SER QUALIFICADA COMO ARMAÇÃO OU CONSPIRAÇÃO?

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

Cola beleza para conseguir aprovação no ENEM com geral facilidade.

 

A jogada-torpe tramada por Moro e seus iguais vem sendo qualificada, por alguns, como armação. Mas será que foi armação mesmo!?

 

Vamos para a cola ou bizum semiótico. 

 

O termo armação, no primeiro momento, leva para o entendimento de um ato trapaceiro-escondido, para enganar alguém, chegando até a apresentar características cômicas se não fosse sua composição semântica-ortográfica: arma e ação. O que causa um leve sentido bélico de armadilha. Também remete ao sentido arquitetônico: armar a lona do circo. De qualquer sorte, é um ato em que o sujeito-agente, procura agir ocultamente com o propósito de não ser pego com a mão na botija antes de atingir seu objetivo que é dá rasteira em alguém. É sempre indigna toda armação. É recurso de covarde e mentalidade estúpida.

 

A conspiração (conspiratio) é muito diferente de armação, pois trata-se declaradamente de um ato de traição perpetrado, nas sombras, ocultamente, e executado pelos covardes, invejosos, odientos e ambiciosos. Há na conspiração uma forte preocupação com o secreto para ser mantido seu segredo. Embora, como diz o filósofo francês Jean Baudrillard, “o segredo do secreto é não ter nenhum segredo”.

 

Se a armação pode ser elaborada por um só agente, com a conspiração é o contrário: precisa de grupos, entidades, organizações e até instituições. A conspiração tem um fundo paranoico, ao contrário da armação cujo fundo é neurótico. É por esse elemento paranoico que ela é mais perigosa e tem objetivos mais determinados e cruéis. Entretanto, é preciso lembrar que não são só egos paranoicos os atuantes na conspiração. Também há lugar para psicopatas.

 

Um exemplo nítido e convincente, para terminar a cola-bizum.

A conspiração contra o governo Dilma Vana Roussef, eleita democraticamente e que redundou no golpe e foi chamado pelos conspiradores, eufemisticamente, de impeachment. Foi uma multiplicidade de representações que executaram a conspiração composta por congressistas, passando por membros do judiciário, militar, empresarial, mídia-acéfala de mercado e, até, falsos, artistas e falsos-evangélicos. 

Respeitada indicação: Não procurem colar do filme, Teoria da Conspiração, pois não é cinema, cinema é arte e filme é a película, do diretor-comercial, Richard Donner, com o canastrão Mel Gibson e a bela e talentosa Julia Roberts, que vocês vão ser reprovados. Este filme não revela os corpos constitutivos produtores da conspiração discursivamente do capitalismo-paranoico. É um filme exclusivo para ocultar as partículas reais da conspiração. 

Não acerta a resposta quem comeu muita casca de queijo, coquinho de caroço de tucumã e tem o mais baixo grau de conhecimento.

 

 

 

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