COISA SEM IMPORTÂNCIA. BOLSONARO QUERIA SER ENTREVISTADO PELA GLOBO NO PALÁCIO, A EMISSORA NÃO ACEITOU, ELE PEDIU PENICO: VAI AO ESTÚDIO

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

Perdido por um perdido por mil, diz a sabedoria leitoral-debochada sobre Bolsonaro.

 

Com a eleição perdida, Bolsonaro não tem qualquer escolha. Tudo que a maior parte do povo brasileiro tem ciência. Porém, ele quis mostrar que ainda apita o jogo perdido.

 

Como é praxe, em tempo de eleições, algumas emissoras de TV realizam entrevistas com candidatos aos cargos majoritários. Para não fugir do esquema, a TV Globo se mostrou interessada no fato eleitora-comunicacional e avisou aos candidatos. Bolsonaro, envolvido pela névoa-perversa da fantasia, tentou impor sua condição: A entrevista tem que ser aqui no Palácio do Planalto. Muito crente que alguém ainda acredita que ele é presidente.

 

Foi então que a TV Globo lhe impôs a cruel realidade: mostrou que ele não tem querer. Se quiser ser entrevisto tem que vir aqui em nosso estúdio. Na linguagem humilhante: tem que vir aqui comer na minha mão. Ou vai dormir de estômago vazio e ter belos sonhos com banquetes como compensação, como diz Freud em sua obra Interpretação dos Sonhos (1900).

 

Foi então, que alguém deve ter dito para ele: Vai. Se tu não tens mais o que ganhar, imagina perder. Pelo menos tu vais pela última vez passear no estúdio da Vênus Platinada.

 

Aí, não deu outra: ele pediu penico: Vai. Para alguns a comprovação de que sempre foi covarde. Passou o tempo fingindo – mentindo – que ia acabar com a Globo-Lixo, como a chamava.  

 

Como Bolsonaro não tem mais qualquer importância para o Brasil – nunca teve -, a entrevista será um hilário espetáculo de Grand-Guignol, com cenas grotescas em ritmo performático emolduradas pela tragicomédia. Um estilo ludo-teratológico que só Bolsonaro sabe como exibir. E que o manteve décadas na chamada cena parlamentar brasileira e que, agora, depois de quase quatro anos (Ufa!), definhou de vez. 

 

Como poderia dizer o jornalista-político, ator-espectador, Mário Freire: Um espetáculo imperdível para quem sofre de neurose sado-masoquista e adora o teatro grotesco. Ou, adora comer pipoca vendo o narcisismo de um eu que escafedeu-se do mundo-real por pura Nadificação-Democrática.    

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