DEFESA PEDE QUE NOVA DENÚNCIA CONTRA LULA NÃO SEJA JULGADA EM CURITIBA
This handout picture released by the Brazilian Workers Party (PT), shows former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula da Silva during a meeting of the national executive board of the Workers Party (PT) in Salvador, Bahia state, Brazil, on November 14, 2019. (Photo by Ricardo STUCKERT / WORKERS PARTY (PT) / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / WORKERS PARTY (PT) - RICARDO STUCKERT " - NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS
Nos casos julgados fora do âmbito da Lava Jato no Paraná, o ex-presidente já obteve cinco vitórias judiciais
A defesa do ex-presidente Lula (PT) encaminhou ao Juiz Luiz Antonio Bonat, da 13º Vara Federal do Paraná, um pedido para que a nova denúncia feita pelos procuradores da Lava Jato não seja julgada em Curitiba (PR). A petição demonstra que a denúncia, ainda assinada por Deltan Dallagnol, não tem qualquer relação com a Petrobras. Julgar casos envolvendo a empresa justificaria a escolha da Vara paranaense, mas este não é o caso.
A petição desta sexta-feira (18) reafirma a inocência do ex-presidente, a legalidade das doações que foram registradas, declaradas e feitas anos depois de Lula deixar a presidência, e argumenta que o ex-presidente não pode ser confundido com a pessoa jurídica do Instituto Lula.
Lula obteve cinco vitórias judiciais em processos fora do âmbito da Lava Jato em Curitiba, onde já foi condenado duas vezes em segunda instância – nos casos “triplex” e sítio de Atibaia. O advogado de defesa Cristiano Zanin costuma citar esses números para sustentar o argumento da parcialidade da operação e da atuação política de Dallagnol e do ex-juiz Sergio Moro.
:: Entenda as ilegalidades da nova denúncia contra Lula ::
“A multiplicação de acusações contra Lula, cada vez mais absurdas, apenas configuram a prática de lawfare e perseguição jurídico-política pelos procuradores da chamada “Força-tarefa Lava Jato de Curitiba”, cuja suspeição é objeto de um Habeas Corpus da defesa que aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal, e cuja atuação política contra o ex-presidente (…) já foi reconhecida pelo Conselho Nacional do Ministério Público”, diz nota publicada no site oficial do ex-presidente.
Edição: Rodrigo Durão Coelho