BOLSONARO DIZ QUE “A EDUCAÇÃO ESTÁ HORRÍVEL NO BRASIL”. LOGO ELE

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A Educação é produto da práxis e da poiesis do homem no mundo. Um processual que nasce na primeira contemplação do homem diante da natureza que o endereçou para criação de seus meios de subsistência e suas relações sociais. Junto com essas ações sua condição política. Assim, não há como negar, como diz o filósofo Guattari, “antes do ser há a Política’. 

Foi através dessa experiência direta com a matéria, que o homem compreendeu os significados de seus sentidos, sua inteligência e necessidade do modus-ético de ser-político. Seus primeiros Corpus Humanidade que o fariam o responsável pelo planeta-errante: Terra. Sua Morada.

Não há como negar, nesse quadro, que a Educação é a vocação do homem como ser-existencialmente comprometido com seu viver, viver bem, com. Vocação cuja liberdade lhe faz engajado na responsabilidade de ser educador de si mesmo. O engajamento que escapa de qualquer ideologia direcionadora dos propósitos humanos. Visto que seu engajamento é sua Visão-Humanidade Comprometida. E não direcionamento criado por sistemas alienadores, como se mostra claramente no capitalismo-paranoico que pretende que todos tenham a mesma visão de mundo: o mundo do capital, do lucro, da mediocridade, do adormecimento alienado-alienante.

Partindo do engajamento Educação-Humanidade, fica claro que não é possível Educação em uma subjetividade (também entendida como ideologia) nazifascista, visto que enquanto a Educação é Eros, criatividade-atuação, o nazifascismo é Thánato-Destruição. O primeiro exaltação da Vida e o segundo exaltação da Morte. 

Entretanto, sabe-se que a partir do momento em que a palavra educação – não o conceito – foi capturada pelos estados-burgueses, ela foi desviada de seus pressupostos Político-Filosófico Vitais. Passou a representar o discurso-semiótico-pragmático desses estados-burgueses cujo objetivo principal era, e é, fabricar sujeitos-sujeitados para serem bons engolidores de suas fórmulas, regras, preceitos e normas para propagarem, alimentarem e defenderem suas subjetividades-objetividades. O que expressaria uma sociedade pré-fabricada em que seus sujeitos-sujeitados, sem qualquer suspeita de suas fantasmagorias, se exaltariam, orgulhosamente, por terem sido outorgados autoridades representantes dos estamentos alucinados-alucinantes e delírios-delirantes como reflexo desse Super-Eu Social paranoico. As aberrações anti-educacionais.

Observando a enunciação Educação-Humanidade, entende-se que o evento Bolsonaro, categoria talentosa da ultra-direita, não é transpassado pelo sentido político-filosófico da Práxis-Poiética-Democracia que afirma sensorial, intelectual e eticamente a Educação. Para o evento Bolsonaro, educação é penas uma pasta ministerial do estado que deve ser conduzida por alguém que tenha as suas mesmas percepções-concepções de visão de mundo que ele tem e cultua com denodo-compulsivo . O que não reflete  Educação como Potência-Democrática.

Saindo de Bolsonaro a afirmação, “a educação está horrível no Brasil” é mote para arrepios-satíricos.    

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