BOLSONARO CONTINUA COM DISCURSO ANAL: “FAZER COCÔ DIA SIM, DIA NÃO, VAI MELHORAR O MEIO AMBIENTE”

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O presidente Jair Bolsonaro participa da entrega de medalhas da Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras 2019, no Colégio Militar da Polícia Militar V, em Manaus.

PRODUÇÃO AFINSOPHIA. ORG

Para o filósofo Karl Jarpers, o perimundo é o meio onde o homem realiza suas vivências fenomenológicas. De acordo com o perimundo bem vivenciado, o homem se humaniza. Com a alteração do perimundo, o homem se torna mais desumano. Os meios naturais como as estações do ano, o dia, a tarde, a manhã, a madrugada, as horas, o minutos, os segundo, os séculos, os milênios, os rios, as florestas, as montanhas, chapadas, serras, mares, oceanos, lagoas, os continentes, os países, etc., toda a natureza em si, compõe o perimundo.

Para o filósofo-psiquiatra Jaspers, os sentimentos, as inteligências, as imaginações, vontades, desejos, a vida cognitiva em geral,são produtos das vivências das pessoas no perimundo. Não há como compreender algum se não for tendo como alicerce o seu perimundo.

Sendo o perimundo vida, os afetos das pessoas revelam como elas vivenciaram os corpus do perimundo. Por exemplo, alguém é humilhado, quando criança, em uma parte do dia, de uma estação do ano. Esse perimundo se constituirá em sua representação afetiva referente às suas relações cognitivas em sociedade. Se uma criança sofre continuamente opressões, não há como essa criança vivenciar o perimundo de forma alegre e segura.

Desta forma, o perimundo, não é nada mais do que a Natureza como Naturante-Humanidade. Preocupa-se com ele é preocupa-se diretamente com a humanidade. Daí, que todo ataque à Natureza ser ataque direto à Humanidade. E todo ataque à Humanidade é reação de quem não elevou-se a dimensão Humana. Não se tornou Racional e Social. 

Embora não se conheça a infância de Bolsonaro, entretanto, em função de suas posições e enunciações, é possível conjecturar sua vivência fenomenológica dos seus perimundos. Em entrevista à imprensa, tendo como tema o crescimento econômico e a preservação da natureza, ele afirmou:  

“Deixar de comer menos um pouquinho. Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também.” Segundo informações do Valor Econômica.

Também o ato de defecar tem relação com o perimundo das pessoas. Algumas defecam pela madrugada, outras pela manhã, outras pela tarde e, outras, pela parte da noite. É um fato Bio-Fenomenológico. Fato que Bolsonaro não tem qualquer poder. E nesse caso, implica, também, as estações do ano, como por exemplo, as diarreias de verão. E comer é instinto dos animais. Onde o homem encontra-se incluído. E, sem deixar de observar, que foi o instinto da fome quem impulsionou a produção de civilização. Criação de cultura.

Mas, Bolsonaro, com sua enunciação à imprensa – que se revela para a sociedade brasileira em geral -, não se resume somente ao filósofo-psiquiatra Jaspers, também, chega em Freud. Freud, enuncia o jogo anal. Fase da criança em que ela sente prazer em prender e soltar as fezes. Um jogo de doação e retenção que na idade adulta, segundo a teoria do caráter-libidinal, se reflete nos comportamentos dos ditos adultos. E que para psicanalista Melanie Klein, é fator principal na produção das psicoses esquizo-paranoides, além de outras.

Um exemplo, para a psicanálise, todo capitalista apresenta caráter anal, que se reflete em seu apego possessivo ao dinheiro, já que o símbolo do dinheiro são as fezes. Ou como diz, Bolsonaro, “Cocô”. Assim, como também , em alguns agentes do poder judiciário que obsessiva e compulsivamente buscam prender indivíduos. Sem deixar de observar, a tendência de muitas pessoas  a fazer uso da força física como dominação. Todos sabem que essa força física encontra-se relacionada a retenção anal. Tudo que a psicanálise explica e algumas vezes resolve. Quando o paciente quer, é claro. Caso contrário, permanece cultuando seu caráter-anal. Ou sublimando socialmente.  

Neste quadro, reforça mais uma vez,  a preocupação que se tem que ter com as enunciações de Bolsonaro, e não tratá-las apenas como deboche da parte dele. A Natureza não é uma Substância, como diz o filósofo Spinoza, que possa ser reificada em um signo-linguístico usual como nostalgia-anal. Nem com a ajuda de Freud.

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