RBA: BOLSONARO FOI ELEITO PELAS “CORPORAÇÕES” QUE AGORA CRITICA, DIZ DIAP

‘FORÇAS OCULTAS’
Presidente trouxe para o seu ministério representantes de interesses corporativos que supostamente o impediriam de governar
   -Destaques da home, Política
REPRODUÇÃO/TVT

Sem articulação no Congresso, Bolsonaro aposta na radicalização e convoca manifestação

São Paulo – O texto compartilhado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) dizendo que o Brasil é “ingovernável fora de conchavos” e que ações do seu governo sofrem resistência das “corporações” irritou lideranças dos partidos do chamado Centrão. Para o analista político e assessor legislativo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) Neuriberg Dias, Bolsonaro foi eleito pelas ditas “corporações” que agora critica.

Ele cita o “forte apoio” que o então candidato recebeu de setores do agronegócio, indústria, comércio e serviços, e que estão representados por ministros indicados por Bolsonaro, inclusive. As críticas do presidente ressaltam apenas a sua falta de habilidade política, o que o faz ficar ainda mais dependente do Congresso Nacional.

“O Legislativo vai ditar o ritmo em relação ao Executivo. Vai ser um governo muito dependente do Congresso já que não está demonstrando nenhuma habilidade no sentido de buscar fazer a construção de políticas públicas em parceria. Quer impor, e o Congresso Nacional não vai aceitar. Por isso, vai ter suas medidas ou desaceleradas ou muito alterados”, afirmou ao repórter Uélson Kalinoviski, para o Seu Jornal, da TVT.

Como forma de retaliação às críticas do presidente, parlamentares chegaram a sugerir votar outra proposta de reforma da Previdência, abandonando o texto proposto pelo governo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou atrás e afirmou que a reforma vai ser tocada com base no texto do governo, mas disse que a negociação, a partir de agora, ficaria exclusivamente a cargo do ministério da Economia.

Para o comentarista político do Seu Jornal, José Lopez Feijóo, Bolsonaro aposta na radicalização e coloca em risco a democracia brasileira ao convocar manifestações de apoio ao seu governo para o próximo domingo (26). Ele tenta responder aos protestos em defesa da Educação que tomaram as ruas do país na última quarta-feira (15), os maiores já registrados contra o seu governo. “Possivelmente esteja fazendo tudo isso porque está se sentindo acuado.”

Confira o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=NSwWu60HoPQ

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