LUIS NASSIF: NO DECRETO DAS ARMAS, DEPOIS DA DELAÇÃO PREMIADA, MORO RECORRE À ASINATURA PREMIADA
Para conseguir a assinatura de Moro, bastou Bolsonaro acenar com a permanência do Ministro do cargo.
Há um movimento no Ministério da Justiça para tirar a responsabilidade do Ministro Sérgio Moro do decreto das armas, recentemente promulgado.
Segundo a reportagem:
A reportagem do UOL teve acesso aos pareceres da equipe jurídica do ministério comandado por Sergio Moro. Eles mostram que a minuta do decreto só foi encaminhada ao órgão no final do dia 6 e que os pareceres foram assinados no dia 7. Bolsonaro, porém, já havia anunciado que iria assinar o decreto no dia 5, dois dias antes de o ministério de Moro dar o seu aval.
A imprensa amiga tentou de todos os modos minimizar seu papel, forçando Moro a admitir que não avalizara o decreto.
Mas o Ministro se mostrou um servidor leal:
“Eventuais divergências são tratadas no âmbito do governo, isso é normal”, disse o ministro a uma deputada que perguntou se ele tinha assinado o decreto sem concordar.
Veja foi além: Decreto de armas e COAF fizeram Moro considerar demissão. Como assim, se ele assinou o decreto na condição de Ministro da Justiça?
Aqui, a íntegra do decreto: clique aqui.
Para conseguir direcionar a delação, a Lava Jato acenava com a redução da pena.
Para conseguir a assinatura de Moro, bastou Bolsonaro acenar com a permanência do Ministro do cargo.
Aqui, a íntegra do decreto, assinado por Moro.