ACUSADA DE LAVAR DINHEIRO PARA O PAI, VERÔNICA SERRA JÁ SE DISSE VÍTIMA DE “REDE DE DIFAMAÇÃO”

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Reprodução, Agência Câmara, TV Globo

POLÍTICA


03/07/2020.

Nos últimos dias, têm sido publicadas e republicadas, na imprensa escrita e eletrônica, insinuações e acusações totalmente falsas a meu respeito. São notícias plantadas desde 2002 — ano em que meu pai foi candidato a presidente pela primeira vez — e repetidas em todas as campanhas posteriores, não obstantes os esclarecimentos prestados a cada oportunidade. Basta lembrar que, em 2010, fui vítima de quebra ilegal de sigilo fiscal, tendo seus autores sido indiciados pela Polícia Federal. E, agora, uma organizada e fartamente financiada rede de difamação dedicou-se a propalar infâmias intensamente através de um livro e pela internet. Para atingir meu pai, buscam atacar a sua família com mentiras e torpezas. Trecho de nota de Verônica Serra rebatendo inclusive menções a ela no livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr.

Moro – 09:07:39 – Tem alguma coisa mesmo séria do FHC? O que vi na TV pareceu muito fraco?
Moro – 09:08:18 – Caixa 2 de 96?
Dallagnol – 10:50:42 – Em pp sim, o que tem é mto fraco.
Moro – 11:35:19 – Não estaria mais do que prescrito?
Dallagnol – 13:26:42 – Foi enviado pra SP sem se analisar prescrição.
Dallagnol – 13:27:27 – Suponho que de propósito. Talvez para passar recado de imparcialidade.
Moro – 13:52:51 – Ah, não sei. Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante. Diálogo entre o juiz federal Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato de Curitiba, sobre poupar o grão tucano Fernando Henrique Cardoso.

O livro “Privataria tucana”, da Geração Editorial, de autoria de Amaury Ribeiro Jr, é um sucesso de propaganda política do chamado marketing viral, utilizando-se dos novos meios de comunicação e dos blogueiros chapa-branca para criar um clima de mistério em torno de suas denúncias supostamente bombásticas, baseadas em “documentos, muitos documentos”, como definiu um desses blogueiros em uma entrevista com o autor do livro. Disseminou-se a idéia de que a chamada “imprensa tradicional” não deu destaque ao livro, ao contrário do mundo da internet, para proteger o ex-candidato tucano à presidência José Serra, que é o centro das denúncias. Estariam os “jornalões” usando dois pesos e duas medidas em relação a Amaury Jr, pois enquanto acatam denúncias de bandidos contra o governo petista, alegam que ele está sendo processado e, portanto, não teria credibilidade? É justamente o contrário. A chamada “grande imprensa”, por ter mais responsabilidade que os blogueiros ditos independentes, mas que, na maioria, são sustentados pela verba oficial e fazem propaganda política, demorou mais a entrar no assunto, ou simplesmente não entrará, por que precisava analisar com tranqüilidade o livro para verificar se ele realmente acrescenta dados novos às denúncias sobre as privatizações, e se tem provas. Merval Pereira, em O Globo, em artigo que batizou de A Ficção do Amaury.

Da Redação Viomundo.

O ex-governador paulista José Serra, candidato ao Planalto pelo PSDB em 2010, desviou ao menos R$ 40 milhões das obras do Rodoanel Sul em São Paulo e os transferiu para a Suiça com a ajuda da filha, Verônica Allende Serra.

Ambos foram denunciados hoje pelo Ministério Público Federal e se tornaram alvos de busca e apreensão da Polícia Federal.

De acordo com a acusação, Serra e a filha “realizaram numerosas transferências para dissimular a origem dos valores, e os mantiveram em uma conta de offshore controlada, de maneira oculta, por Verônica Serra até o final de 2014, quando foram transferidos para outra conta de titularidade oculta, na Suíça”.

O senador tucano já foi alvo de várias acusações ao longo da carreira, mas sempre escapou ileso.

Personagem principal do livro A Privataria Tucana, do repórter Amaury Ribeiro Jr., Serra foi defendido por alguns dos principais jornalistas brasileiros, dentre os quais o colunista Merval Pereira, de O Globo, que tentou desqualificar as denúncias.

Serra moveu ação contra o jornalista e recebeu R$ 1 de indenização.

As acusações formalizadas hoje também envolvem o principal aliado político de Serra, o ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira, e os empresários Ronaldo Cézar Coelho e José Amaro Pinto Ramos.

José Serra foi candidato ao Planalto em 2002 e 2010, nas duas vezes derrotado pelos ex-presidentes Lula e Dilma.

Ele foi presidente do PSDB, prefeito de São Paulo (2005-2006) e governador do Estado (2007-2010).

Em 2010, na campanha ao Planalto, introduziu no Brasil, através das redes sociais, o esquema eleitoral de um guru indiano que pode ser visto como predecessor do gabinete do ódio.

De acordo com a denúncia, em um dos acertos com a Odebrecht José Serra recebeu R$ 4,5 milhões de propina no Exterior através de José Amaro, que por sua vez repassou 936 mil euros em 2006 e 2007 à empresa Dortmund International Inc., controlada por Verônica Serra.

“José Serra praticou, entre outros, três crimes de lavagem de ativos, por ter participado, de forma consciente e voluntária, da primeira (por meio do uso da Circle Technical, de José Amaro), da segunda (por meio do uso da Dortmund International) e da terceira camadas de ocultação e dissimulação (por meio de transferências para a Ficus Capital itadel Financial Advisory), integrantes de uma cadeia que se estendeu de 2006 a, pelo menos, 23/09/2014”, diz a denúncia.

A acusação menciona Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, como o interlocutor de Serra e Aloysio Nunes junto ao cartel das empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, CR Almeida, Galvão Engenharia, Mendes Junior, OAS, Queiroz Galvão e Serveng Civilsan, que repartiram as obras e o pagamento de propina na construção do Rodoanel.

Paulo Preto foi diretor da Desenvolvimento Rodoviário SA, Dersa, de 2001 a 2010 — nas gestões de Geraldo Alckmin e José Serra.

Ele foi condenado a 145 anos de prisão, mas teve a pena anulada.

É tido como o principal operador do tucanato de São Paulo para o financiamento das campanhas eleitorais que mantém o PSDB no poder desde 1995 no Palácio dos Bandeirantes.

José Serra de Luiz Carlos Azenha

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