VEREADOR DIZ QUE ADRIANO SE ACREDITAVA PERSEGUIDO POR SER AMIGO DE BOLSONARO
Bomba!!! Vereador Ítalo Ciba (Avante/RJ), sargento da PM, contou ao Globo que esteve na prisão com o miliciano Adriano e os dois receberam “mais de uma vez” visitas de Flávio Bolsonaro. Além disso, segundo ele, o ex-capitão do Bope frequentava o gabinete de Flávio a convite de Fabrício Queiroz, ex-chefe da segurança de Flávio. Isso acaba com o argumento do senador que ele tinha uma relação distante com o miliciano Adriano. Visitar na prisão mais de uma vez? Jandira Feghali (Psol-RJ), deputada federal, no twitter.
Sargento amigo de Adriano revelou que o miliciano e matador de profissional frequentava o gabinete de Flávio Bolsonaro. A relação da família com o bandido era íntima. Jair Bolsonaro está com medo, por isso usa seu cargo para tentar federalizar as investigações e proteger os filhos. Marcelo Freixo (Psol-RJ), deputado federal, no twitter.
Da Redação
O então deputado federal Flávio Bolsonaro visitou o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega na cadeia “mais de uma vez”, contou ao diário conservador carioca O Globo o vereador Ítalo Ciba, sargento reformado da Polícia Militar do Rio.
De acordo com o jornal, Ciba e Adriano estavam presos juntos em um quartel quando receberam Flávio
Sei que ele (Adriano) se dava muito bem com o Flávio, devido ao (Fabrício) Queiroz. Queiroz trabalhou com Adriano lá atrás. Eu sei que o Adriano, de vez em quando, o Queiroz chamava pra ir lá no gabinete. Ele (Adriano) ia no gabinete, quando nós estivemos presos o Flávio foi lá visitar a gente. Mais de uma vez.
O vereador também disse ter encontrado Adriano por volta das eleições de 2018:
Foi de passagem, esbarrei com ele no shopping. Ele falou assim mesmo pra mim: “Estamos sendo perseguidos porque somos amigos do presidente”. Não era presidente ainda não, devia ser deputado, candidato a presidente.
A vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson foram assassinado no Rio em março de 2018.
A essa altura, a mãe e a mulher de Adriano, Raimunda e Danielle, eram servidoras do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio.
Elas só foram demitidas em novembro de 2018.
Danielle, ex-mulher de Adriano, foi um dos alvos da Operação Intocáveis em janeiro de 2019.
Foi o que provocou a fuga do ex-marido.
No celular dela, o Ministério Público do Rio de Janeiro encontrou mensagens de Fabrício Queiroz, chefe de gabinete de Flávio.
Numa delas, Queiroz sugeriu a Adriana que deixasse de usar o sobrenome de Adriano.
O senador Flávio Bolsonaro disse a O Globo que só visitou Adriano uma vez, em 2005, para entregar a ele a Medalha Tiradentes, a mais importante comenda do Rio de Janeiro. Atribuiu a contratação da mulher e da mãe do miliciano em seu gabinete a Queiroz, que confirma.