EMPRESA LIGADA A VORCARO E “DARK HORSE” ENVIOU R$ 139 MILHÕES A INVESTIGADOS POR ELO COM PCC E MÁFIA ITALIANA

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Publicado por Laura Jordão

A empresa Entre Investimentos, que foi usada por Daniel Vorcaro no repasse do dinheiro do filme de Jair Bolsonaro. Fotomontagem
A Entre Investimentos e Participações, empresa apontada como intermediadora de repasses de Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, enviou R$ 139 milhões a empresas investigadas pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro. As movimentações ocorreram entre julho de 2022 e dezembro de 2025, segundo relatório do Coaf. Com informações do Globo.

As empresas que receberam os valores são investigadas por suspeitas de ligação com fraudes no setor de combustíveis, com a facção PCC e com integrantes da máfia italiana Ndrangheta. O Coaf fez alerta de “suspeição” sobre os repasses e apontou que a Entre pode ter sido usada como “conta de canal de passagem”.

A Entre Investimentos aparece no caso do filme de Jair Bolsonaro porque foi usada por Vorcaro para fazer pagamentos ao fundo Havengate Development Fund LP, registrado nos Estados Unidos. Segundo o Intercept Brasil, um comprovante de US$ 2 milhões indica envio de recursos ao fundo para financiar “Dark Horse”.

O fundo tem como agente legal o escritório de um advogado de Eduardo Bolsonaro. Flávio Bolsonaro admitiu ter trocado mensagens com Vorcaro para cobrar repasses ao filme, mas afirma que o contrato previa financiamento privado da produção e nega irregularidades.

Ilustrativa
Fachada da Coaf. Foto: Raimundo Sampaio/Metrópoles

O relatório do Coaf também mostra que a Entre repassou dinheiro a quatro empresas alvos da Operação Carbono Oculto, que apurou organização criminosa acusada de adulterar combustíveis e manter ligações com o PCC. A PF apontou que essas firmas operavam uma rede de contas usada para burlar fiscalizações do sistema financeiro.

Outra movimentação citada envolve uma empresa de pagamentos em São Paulo que entrou na mira da Operação Mafiusi, investigação sobre lavagem de dinheiro do tráfico internacional com suspeita de participação de integrantes do PCC e da máfia italiana no Porto de Paranaguá, no Paraná.

Laura Jordão

Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política e estagiária pelo Diário do Centro do Mundo. Adoro ciclismo, e busco estudar sobre mobilidade urbana e políticas públicas.

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