FABRÍCIO MARTA, EX-CHEFE DE PRODUÇÃO DA GLOBO, AFIRMOU QUE POWER POINT DA EMISSORA É “COISA DE PEIXE MUITO GRANDE”
Portal Fórum
Fabricio Marta desabafou nas redes sociais após demissão de editores da GloboNews
O ex-chefe de produção da Rede Globo Fabrício Marta utilizou suas redes sociais para desabafar sobre a recente onda de demissões no canal GloboNews.
Após o caso do PowerPoint que falsamente associava o presidente Lula ao banqueiro Daniel Vorcaro, a emissora demitiu dois editores ligados à produção do canal de notícias.
Marta, que tem revelado detalhes sobre o ambiente de trabalho do sistema Globo em suas redes, afirmou que a exibição do fatídico gráfico foi obra de “peixe muito grande”.
“Às minhas amigas e aos meus amigos extremamente dedicados que trabalham na Globo News: durmam em paz! Vocês são forjados na coerência, e muitos deram mais que um nó em pingo d’água para estar onde estão”, afirmou.
“O canal é costurado por muitas pessoas competentes, brilhantes, incríveis e que, portanto, não merecem, sobremaneira, serem lambuzados pelos cérebros que decidiram por aquele PowerPoint criminoso. Aquele PowerPoint é coisa de peixe muito grande”, disse Fabrício.
Quem é Fabrício Marta
Fabrício trabalhou no sistema Globo por 20 anos, passando pela produção do programa Encontro. Posteriormente, chefiou a produção dos jornais RJ1 e RJ2. Em janeiro, tornou-se chefe de produção da Rede, mas ocupou a posição por apenas algumas semanas antes de pedir demissão.
Marta se demitiu do sistema Globo no início do ano. Ele relata ter sido cobrado por atestado médico enquanto se recuperava de um infarto em uma Unidade de Terapia Intensiva.
Ele afirmou que tomou a decisão ao receber uma mensagem de WhatsApp “da mocinha do Departamento de Cuidados à Pessoa da Globo, que, muito gentilmente, pediu que eu anexasse meu atestado médico ao sistema da empresa, lá mesmo do hospital”.
“Expliquei que ainda não havia previsão de alta, mas a moça insistia. E não era I.A.”, conta.
“Pensa: você recém-infartado, com acesso para aplicação de contraste em um braço, outro acesso para coleta de sangue no outro… sem dormir… porque não se dorme em um CTI coronariano, sem saber se vai morrer e deixar um filho de 17 anos. E a cidadã em busca de algo que eu não poderia montar nem com Lego. Fascinante esse modelo de acolhimento”, afirma o jornalista.