DOCUMENTOS FALSOS DE SILVINEI E DETALHES DA FUGA “CINEMATOGRÁFICA” TOSCA
Ex-diretor-geral da PRF tentou fazer algo no nível James Bond, mas resultado deu muito errado. Entenda ponto a ponto e veja imagens da identidade e passaportes usados
A saga de Silvinei tentando escapar até teve ares de ação cinematográfica, mas desembocou numa situação tosca em que foi identificado e detido. Tudo começou quando o bolsonarista rompeu a tornozeleira eletrônica que usava, atitude que disparou um alerta num centro da polícia brasileira que faz o monitoramento de criminosos. Assim que se livrou do dispositivo, ele saiu em disparada do estado de Santa Catarina, onde morava, rumo ao Paraná. De lá, Silvinei chegou à fronteira, e entrou em Cidade do Leste, rumando para a capital paraguaia, Assunção.
No Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, já com a polícia do Paraguai em alerta e com agentes da Polícia Federal do Brasil ajudando no cerco, as autoridades de migração notaram um sujeito claramente brasileiro que se apresentava no controle de passaportes como paraguaio, munido de documentos paraguaios verdadeiros, mas com fotos de outra pessoa. Era uma carteira de identidade e um passaporte em nome de Julio Eduardo Baez Fernandez.
Detido, e após uma breve checagem nos bancos de dados do Brasil e do Paraguai, as autoridades da nação vizinha confirmaram que aquele cidadão, que tentava embarcar para o Panamá, era Silvinei Vasques, o golpista que chefiou a PRF durante o mandato de Bolsonaro.
A Polícia do Paraguai, em meio à detenção, chegou a tirar uma foto de Silvinei no momento em que ele tentava embarcar, encaminhando o registro para a PF, que confirmou a identidade do condenado extremista.
Veja a foto de Silvinei tirada pela polícia paraguaia:

Depois, veículos de comunicação tiveram acesso ao passaporte e à carteira de identidade do cidadão paraguaio que o brasileiro apresentou.
Veja os documentos:

