O Irã anunciou nesta segunda-feira (02/02) que convocou todos os embaixadores da União Europeia no país para expressar sua rejeição à decisão do bloco de designar a Guarda Revolucionária Islâmica como uma “organização terrorista”.
“Entre ontem e hoje, todos os países europeus e Estados-membros da União Europeia que possuem embaixadas em Teerã foram convocados ao Ministério das Relações Exteriores, e o protesto da República Islâmica do Irã foi notificado a eles por escrito”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei.
O diplomata iraniano considerou a intimação “uma medida mínima” e indicou que Teerã está estudando “uma série de ações” e “medidas de retaliação” pela decisão da aliança europeia, que ele descreveu como “ilegal, injustificada e gravemente errada”.
Para Baghaei, a designação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como organização terrorista representa “uma ofensa ao povo iraniano”, um “insulto” e um “erro de cálculo estratégico” por parte da UE.
O funcionário iraniano afirmou que, com a decisão contra a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os representantes dos povos europeus só agradaram a Israel.
Na semana passada, a União Europeia designou a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista, responsabilizando a instituição militar iraniana pela brutal repressão aos recentes protestos antigovernamentais.
Em resposta à designação europeia, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, anunciou no domingo (01) que o parlamento havia declarado os exércitos dos países europeus como terroristas, em uma medida recíproca estabelecida na legislação do país.
Além disso, ele instruiu a Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento a declarar os adidos militares dos países da União Europeia no Irã como terroristas.
*Com teleSUR e RT em espanhol