GESTORAS DE COLÉGIOS PÚBLICOS DO PARANÁ DEVEM LUCRAR R$ 17 MILHÕES POR MÊS, AFIRMA DEPUTADO RENATO FREITAS

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Renato Freitas (PT) apresentou ao GGN os detalhes sobre o projeto de lei e garantiu que a bancada de oposição vai contestá-lo no STF

Crédito: Divulgação/ SEED

Um dos temas mais relevantes da semana foi a aprovação, em duas votações, do projeto que transfere a gestão de 200 escolas públicas do Paraná para a iniciativa privada, iniciativa que deve render às empresas responsáveis pela administração das escolas estaduais o montante de R$ 17 milhões por mês no total. 

A informação é do deputado estadual do Paraná pelo PT Renato Freitas, que participou do programa TVGGN 20H na última quarta-feira (5). “É um ataque violento e covarde à educação pública do estado do Paraná, que é a privação de, a princípio, 200 escolas. Mas o próprio projeto, no artigo 3º, adianta que pode ser estendido para todas as escolas do ensino público. Ou seja: pegaram as primeiras 200 porque são as maiores, que por si só reúnem 175 mil alunos inscritos, 175 mil matrículas.” 

O parlamentar, que foi contrário à proposta, observou que as empresas responsáveis pela gestão dos colégios devem receber, por aluno, R$ 800 por mês. Mas, se os índices de aprovação forem satisfatórios, o repasse sobe para R$ 900.

Tapetão

O deputado chama a atenção ainda para o fato de o projeto ter sido votado em regime de urgência. Ele tomou conhecimento sobre as intenções do governador Ratinho Jr. (PSD) e autor da medida apenas em 30 de maio. Quatro dias depois, o projeto estava na pauta do Legislativo. 

“Os deputados fizeram o primeiro e o segundo turno de forma remota para não precisar fazer na assembleia, no plenário, sob os olhos dos professores, estudantes e trabalhadores”, comenta Freitas.

Porém, apesar da resistência da oposição e da comunidade escolar, a transferência da administração dos colégios públicos para a iniciativa privada conta com a aprovação dos paranaenses. 

Quando questionado sobre o destino dos professores, o parlamentar não soube explicar quais serão as consequências para o corpo docente. “Isso tudo vai ser questionado no STF [Supremo Tribunal Federal]. Nós, bancada da oposição, estamos recorrendo e acredito que o STF vai ter de decidir sobre isso, porque é tão inconstitucional por uma série de motivos que é difícil responder uma pergunta como essa.”

Assista a entrevista na íntegra no Youtube ou no link abaixo:

Camila Bezerra
Jornalista. 

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