“NADA DO QUE É HUMANO ME É ESTRANHO”. LEMBRANÇA DO FILÓSOFO, TERÊNCIO PARA O BOLSONARISTA, ARTHUR NETO, EX-PREFEITO DE MANAUS QUE AMEAÇOU DAR “SURRA EM LULA”

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

Se abstrairmos o conceito Bio-Natural de Homem, podemos afirmar, Ontologicamente, que nós não nascemos Humanos. Nós nos fazemos Humanos. Visto, que somos constituídos dos Sentidos e da Razão que nos permitem a criação do Mundo-Cultural, onde, através do nossas Práxis e Poieses, produzimos nossos Modus-de-Ser-Ontológicos.

 

O que nos permite conceituar nossa Existência como Viver, Viver-Bem e Viver-Com. A Vida como Sociedade-Humana, Pletos (Pluralidade), Altruísta, Solidária, Participativa, Responsabilizada, Cooperativa, Libertária. Vida como Matéria de Variação Contínua, como mostra a Filosofia. Como mostra a Vontade de Potência criadora de Afetos: novas formas de ver e ouvir; Perceptos: novas formas de sentir, e, Conceitos: novas formas de Pensar.

 

O conceito Homem é atravessado por dois conceitos: Um, grego: Homo=Igual. Outro, latino: Homo=Homem. Assim, Homem e Mulher é o Modus de Ser-Igual. É esse Modus de Ser que vai conceber o sentido de Respeitabilidade Histórico-Social: Ethos. A Ética-Humana. Sem Ética-Humana não há Humano. O que significa, em síntese, sem Experimentação dos Sentidos e Práxis-Poieses da Razão, não há Ética-Humana.

 

Nos transcursos das Histórias, os Povos criaram em si uma Ética-Humana, mas nem todos os sujeitos atingiram essa Dimensão-Humana. Muitos sujeitos foram sujeitados aos processos de degenerações Bio-Natural e não atingiram esse Grau de Humanidade. É o que o filósofo, Nietzsche afirma sobre “os homens cruéis”. Não podem ser considerados Humanos.

 

 É, exatamente, observando o conceito Histórico-Político-Econômico-Social-Psicológico-Antropológico-Estético-Ético, que podemos entender o sentido de Humano no Tempo-Espaço. O filósofo Publio Terêncio, que fora escravo-afro, nasceu no ano 159, Antes de Cristo, portanto seu conceito de Humano é diferente do conceito de Cristo, o Palestino, cuja Vivência-Mundana foi outra, embora Paulo, o judeu, tenha mudado sua Potência-Revolucionária. Mas, Terêncio e Cristo se correspondem no significado de Grandeza Humana. A Idade Média, também enunciou e viveu seu conceito de Humano, assim como o Renascimento, a Revolução Francesa, a Revolução Industrial, a Revolução Científica, a Revolução Russa, as duas Guerras, etc. 

 

Porém, o que não pode nunca faltar ao conceito de Humano, é sua Grandeza-Ética que confirma a Dignidade-Ontológica da Vocação de Viver-Bem comprometido com os Outros. Os Outros, com o Significado-Político expressado pelo filósofo Spinoza, como Bem-Comum. 

 

Os nazistas, os fascistas, os tipos Hitler, Mussolini, Stalin, Trump, Netanyahu, Bolsonaro, Milei, e outros, mostram, com seus comportamentos que podem muito bem serem envolvidos na enunciação cognoscível do filósofo, Terêncio quando ela afirma, “Nada do que é Humano me é Estranho”, por duas perspectivas. Uma, como Terêncio é Humano, ele pode saber quem é Humano. Duas, como Terêncio é Humano, nenhum sujeito-sujeitado não Humano, lhe é Estranho. Logo, não causa estranheza, em Terêncio, todos que não atingiram o Grau da Dimensão-Humana em função de suas degenerações Fisiogenéticas e Ontológica (Ontologia, Teoria do Ser).

 

Daí, quê, a grande ameaça para a Democracia, é que uma grande parcela da Sociedade teve a Infância-Obstruída, transformada em medo encolhido no inconsciente, e passou, como sintoma-sublimação do medo, acreditar, defender e alimentar o ódio, a inveja, a vingança, a pulsão de morte contra os Humanos, condenando-os  como inimigos de Deus, da Pátria e Família. Enquanto se auto-nomeiam os únicos elementos produtores da Democracia. Mas, são sujeitos-sujeitados às forças-reativas das psicopatologias sado-masoquistas e que acreditam que bastou nascer para ser Humano, porque nasceu pela vontade de seu deus. 

 

Uma parte do Brasil conhece o ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, que quando senador, pelo PSDB, que se tomava como partido da Social Democracia ( Como? Com FHC, Serra, Aécio…) ameaçou “dar uma surra em Lula”, mas a maior parte da população de Manaus o conhece mais: sabe que sempre foi promoter de si mesmo. Na linguagem da psicanálise, megalomania como Moro, Bolsonaro, Malafaia, etc.

 

O caso de Arthur, na chamada política-partidária, nos remete para a peça de teatro encenada nos inícios de 2000, “Como Nasce um Candidato”, pelo Teatro Maquínico, da Associação Filosofia Itinerante (AFIN), ONG sem fins lucrativos que há 23 anos trepida a passividade e alienação de muitos no Amazonas.  

 

O simples-enredo: O filho de um empresário-rico só quer levar a existência nos braços do prazer-burguês. Um dia, seu pai, não aguentando mais a mesma cena diária, lhe aplica a admoestação que vai mudar seu rumo festeiro. O pai, ao lhe perceber chegar pela manhã muito beleza, lhe diz, severamente: – “A partir de agora tu vais ter que mudar de vida! Tu vais ter que escolher: Viver sem meu dinheiro, vai ter que trabalhar, ou ser político!”. E o filho, boa vida, eufórico, não vacila: Vou ser político!”.

 

Para o filósofo, Terêncio, não houve nada de Estranho na “defesa do estado democrático de direito”, na concepção do que é democracia para Bolsonaro e seus iguais. Para, Terêncio, ninguém era Estranho no palanque de Bolsonaro-Malafaia. Nada de Estranho com a presença de Arthur Neto, que tem uma ex-secretária de Educação de Manaus, que chamou os professores de “criminosos”, e, hoje, ocupa um alto cargo no governo de Lula, justamente no Ministério da Educação. Nada de Estranho. 

 

Da mesma forma que Arthur Neto já era crescidinho para escolher entrar no PSDB, ele continua crescidinho para escolher apoiar Bolsonaro. É um direito de escolha de sua maioridade cronológica e sua maturidade política. Arthur Neto sempre escolheu bem. Quando pela primeira vez prefeito de Manaus, escolheu muito bem, Collor. 

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