LULA DEMITE BRAÇO DIREITO DE AUGUSTO HELENO NO GSI E TROCA 33 COORDENADORES NA FUNAI

Presidente Jair Bolsonaroparticiap do lançamento da Agenda Mais Brasil acompanhado pelos ministros Paulo Guedes (Economia) Baraga Neto (Casa Civil), general Heleno, no Palácio do Planalto. Sérgio Lima/Poder360 04.02.2020

DESAPARELHAMENTO

Demissões fazem parte do processo de “desbolsonarização” de pontos-chave do Governo Federal

Plinio Teodoro Revista Fórum
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General Augusto Heleno, ex-chefe do GSI, era um dos aliados mais próximos de Bolsonaro – Sérgio Lima

Dando sequência à ação para desaparelhar o governo federal de militares bolsonaristas, o governo do presidente Lula demitiu nesta terça-feira (24) o general Carlos José Russo Assumpção Penteado da secretaria-executiva do Gabinete de Segurança Institucional, o GSI.

General Penteado, como é conhecido, foi levado ao GSI em julho de 2021 e atuava como braço direito do general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI no governo Jair Bolsonaro (PL).  

No lugar dele, assume o general Ricardo José Nigri, que será o secretário-executivo do GSI, agora sob o comando do general da reserva Gonçalves Dias, de extrema confiança de Lula.

A troca acontece em meio a estudos para mudanças no GSI. Lula pretende esvaziar o órgão de militares e, ainda, vincular a Agência Brasileira de Informação (Abin) à Presidência da República.

A Abin funciona vinculada à estrutura do GSI desde o governo Michel Temer (MDB), quando o general Sergio Etchegoyen comandou o gabinete e iniciou o aparelhamento por militares.

Trocas na Funai

Lula também promoveu uma devassa na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que havia sido aparelhada por quadros ligados a ruralistas durante a presidência do delegado Marcelo Xavier, colocado no cargo por Bolsonaro.

Impactado pelo genocídio Yanomami promovido pelo antecessor, Lula demitiu 33 coordenadores da Funais e exonerou outros 4 servidores que atuavam na coordenação do órgão.

Também foram exonerados cinco cargos como assessores da presidência e o chefe de gabinete da fundação, assim como o diretor do Museu do Índio e o corregedor da Funai.

As demissões começaram na segunda-feira (23), após Lula voltar da terra indígena Yanomami e demitir 11 chefes distritais da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Entre eles está Marcio Sidney Sousa Cavalcante, coordenador de Saúde Indígena do leste de Roraima, onde está a terra Yanomami.

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