MILTON RIBEIRO: QUAIS SÃO AS ACUSAÇÕES E OS PRÓXIMOS PASSOS DA INVESTIGAÇÃO DE CORRUPÇÃO NO MEC. PASTOR PODE PEGAR ATÉ 18 ANOS DE CADEIA

BOLSOLÃO DO MEC

Caso seja condenado em todas as acusações que sofre, o ex-ministro pode pegar até 18 anos de cadeia

Milton Ribeiro: Quais são as acusações e os próximos passos da investigação de corrupção no MEC.
Créditos: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por Marcelo Hailer

POLÍTICA – 23/6/2022 · 

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso em operação da Polícia Federal (PF) realizada na manhã desta quarta-feira (22), suspeito de operar um balcão de negócios no Ministério da Educação (MEC) e na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). A prisão é preventiva, ou seja, não tem prazo para ser revogada.

Além de Milton Ribeiro, também foram presos os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, ligados ao presidente Bolsonaro (PL) e apontados como participantes que atuavam no esquema que ficou conhecido como “Bolsolão do MEC”.

TE PODRÍA INTERESAR
Prisão de Milton Ribeiro espalha pavor no Planalto de delação premiada
OPERAÇÃO ACESSO PAGO
Prisão de Milton Ribeiro espalha pavor no Planalto de delação premiada
Esposa de Milton Ribeiro recebeu R$ 60 mil de pessoa ligada ao pastor Arilton Moura

OPERAÇÃO ACESSO PAGO
Esposa de Milton Ribeiro recebeu R$ 60 mil de pessoa ligada ao pastor Arilton Moura
Preso na superintendência da Polícia Federal de São Paulo, Milton Ribeiro deve ser ouvido nesta quinta-feira (23) em audiência de custódia que será realizada por videoconferência.

A defesa de Ribeiro entrou com um pedido para que ele fique preso em São Paulo, mas a Justiça Federal negou e ele será transferido para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

PODE INTERESSAR

Em vídeo sobre prisão de Milton Ribeiro, Flávio Bolsonaro fala de Lula e do PT
Weintraub sobre prisão de Milton Ribeiro: “Tem mais coisa”
MILTON RIBEIRO

Milton Ribeiro, Arilton Moura e Gilmar Santos foram presos acusados de cobrar propina para facilitar a liberação de recursos do Ministério da Educação para prefeituras. O caso corre em segredo de justiça e, portanto, não se sabe o motivo que levou ao pedido de prisão preventiva e não temporária.

Na noite desta quarta-feira, a defesa de Milton Ribeiro entrou com um mandado de segurança no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) para ter acesso integral ao processo.

Batizada de “Acesso pago”, a operação foi autorizada pelo juiz federal Renato Borelli, da 15ª Vara Federal do Distrito Federal. A investigação apura os seguintes crimes:

– Corrupção passiva (que tem pena prevista de dois a doze anos de prisão);

– Tráfico de influência (dois a quatro anos);

– Prevaricação (três meses a um ano);

– Advocacia administrativa (um a três meses).

A investigação começou no Supremo Tribunal Federal (STF), mas, depois que Milton Ribeiro deixou o MEC, foi remetida à primeira instância.

TEMAS
Milton Ribeiro
MEC
Ministério da Educação

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.