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“A religião como princípio-comunicativo-humano antecede a igreja. Daí, que a religião como ligação entre os homens vem de eras-primitivas, antes da invenção das igrejas. Por isso, pode existir igrejas sem religião. Da mesma forma que podem existir deuses sem propósitos Humanidade. Os alcunhados deuses “acima de todos””.

 Apocalipse-Trans-aberrante  

Depois de uma reunião com o ministro da Educação de Bolsonaro, Milton Ribeiro, que afirmou ter o  presidente pedido que ele priorizasse pastores, o prefeito do município de Luiz Domingues, do estado do Maranhão, Gilberto Braga (PSDB), disse que em conversa com o pastor Arilton Mouro, envolvido no alcunhado gabinete paralelo do MEC, havia lhe feito o seguinte pedido: “Traz um quilo de ouro para mim”.

Meditando sobre esse dantesco-fato cristologicamente antirreligioso, despudoradamente capitalista de mercado, em que o quilo do ouro, até ontem, dia 22, valia R$ 304 mil, o filósofo Zé da Zilda, passava na manhã de hoje, dia 23, por uma das esburacadas calçadas do centro de Manaus, quando teve sua caminhada interrompida por um mendigo que, com uma folha de papel na mão direita, pediu para ele ouvir o que estava escrito na dita folha de papel.

“A religião não é só o suspiro da criatura oprimida, o coração de uma mundo sem coração, como também é o espirito de uma época sem espírito. Ela é o ópio do povo”. Terminada a leitura, perguntou o que o Zé achava. 

Por sua vez, o Zé, perguntou ao mendigo se ele sabia quem havia escrito aquilo, e o mendigo respondeu: Tem o nome dele aqui: Marx. E o filósofo Zé da Zilda disse que a resposta para sua pergunta poderia ser extraída do que ele leu e de sua condição de mendigo. E acrescentou:

“A religião é especial para o capital. Tanto num como no outro, só o homem interessa. O homem em si próprio que não vale nem mais nem menos do que um outro. Num, tudo depende de sua fé, no outro tudo depende de seu capital“.

O mendigo abriu um largo sorriso e abraçou o Zé da Zilda com profunda ternura, e pediu para ele ouvir outro texto que ele tinha. Então, passou a fazer a leitura:

“E Freud disse, em seu livro O Futuro de Uma Ilusão, que a religião é neurose. Um sintoma de uma forte repressão que o adulto sofreu quando criança imposta por seus pais em seu instinto libidinal e pela força da censura-condenatória se transformou em sentimento de culpa que serve para alimentar a ambição dos exploradores da fé dos incautos. Que impulsionados por seus medos, votam em candidatos que seus pastores mandam”. O que você acha? É verdade?

O Zé da Zilda gargalhou e disse: Você me fez duas perguntas, agora é minha vez e lhe fazer um pergunta em duas: Me diga: para quê um pastor precisa de dinheiro e ouro? Para sustentar sua igreja ou sua conta bancária?

Sua conta bancária, respondeu o mendigo dando pulinhos humorísticos. 

Por um momento, o mendigo ficou pensativo e em seguida afirmou: Se esses caras querem ouro, por que eles não se transformam em atleta, vão para as Olimpíadas disputar Medalhas de Ouro? É mais justo e ético. E mais, ainda vão ser conhecidos, aplaudidos, e, por cima, ouvir o Galvão Bueno gritar: “É ouro, torcida brasileira!”

O filósofo Zé da Zilda sorriu, deu mais um abraço no mendigo, se despediu e saiu saltitando pelos buracos da cidade de Manaus como se tivesse participando das Olimpíadas na modalidade salto em altura. 

Vídeo em que o pastor Arilton Moura diz que “Bolsonaro é nosso”

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