MAMÃE FALEI, CONFIRMA A IMAGEM DOGMÁTICA REATIVA: “SOU HOMEM, SOU JOVEM”, “FOI EMPOLGAÇÃO”, “AS UCRANIANAS SÃO FÁCEIS PORQUE SÃO POBRES”

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

Brevíssimo dizeres sobre o triunfo dos escravos ou ou o reino dos fracos e escravos, os que são separados da força ativa da Vida por si mesmos.

Arthur da Val, é deputado estadual do Podemos de São Paulo, candidato ao cargo de governador, mas se autonomeia como Mamãe Falei. Deixemos as razões freudianas de lado que lhes levaram assumir uma enunciação claramente edipiana, onde a dívida e a culpa são fortes elementos produtores de sintomas condutores das condições imobilizadoras do ego. Pensemos, no pior: no filósofo Nietzsche com sua filosofia da Vontade de Poder.

Para o filósofo da Genealogia da Moral, existem duas qualidades de forças: a força ativa e a força reativa. A força ativa é a plástica, dominante, vaia até onde pode e afirma a vida como potência. Em linguagem simples, é a potência da saúde produzida pelo querer como criação e a vontade como alegria. Já a força reativa é a força de adaptação, limitação da força ativa, separada de si mesma, voltada contra si mesma, propagadora da vontade de nada. Trata-se apenas de replicante, nos tempos atuais, segundo os filósofos Deleuze e Guattari, da imagem dogmática do pensamento dominante do sistema paranoico, principalmente, como moral capitalista/capitalística.

Se na força ativa a vida ativa o pensamento e o pensamento afirma a vida, na força reativa a vida é negada e separada do pensamento estabelecendo a preponderância do vazio niilista. O triunfo do nada produzido pela ficção. O que significa que o reativo não tem qualquer contato com o real, já que suas ideias e quereres são meros reflexos da força-dominante ficcional.

O mundo encontra-se dominado pelo força reativa que continuamente separa a força ativa impedindo que ela vá até onde pode e deve chegar como potência da vontade de poder como vida-pulsante. Não somente os chamados líderes mundiais são reativos, escravos da vontade de nada, como também a maior parte da população que os segue arrebanhada como sujeitos-sujeitados pela força da vontade de nada.

Impulsionado pela sua realidade reativa, Mamãe Falei, o Arthur da Val, seguiu com um grupo até a Ucrânia, fazer o quê no contexto da realidade, não se sabe, Talvez, ficcionalmente, um turismo obnubilado empolgado pela força reativa. Como qualquer reativo, alienado do princípio de realidade, gravou uns áudios replicando a imagem dogmática-reativa da moral do sistema capitalista/capitalístico onde afirma o que não poderia, em função de sua condição desértica, deixar de afirmar: seu transtorno misógino. Afirmou que as mulheres “ucranianas são fáceis porque são pobres”. Fáceis, para ele, significa ser objeto de exploração sexual sem qualquer defesa. Só aí, se Freud, tivesse transitando por aqui, afirmaria que trata-se de transtorno sexual comprometedor da masculinidade resultante da fobia feminina, mas Freud, sempre disse que lera pouco Nietzsche.

Então, ao ser cobrado por sua posição-fálica – outra vez intrusão de Freud -, ele respondeu o que todo reativo, em situação como a sua poderia responder: “Sou homem, sou jovem. Vi um monte de mulheres sendo simpáticas… Foi empolgação”. Não foi empolgação. Reativo não se empolga, porque sua vontade de nada é vazia. A empolgação é uma condição da vida ativa. Comprometimento com a saúde-coletiva que reflete um mundo vivo. Não um mundo onde predomina o esgotamento da receptividade (lá vem outra vez o Freud), um mundo onde predomina a dor como força maior para manter todos como fracos e escravos como triunfo do reino dos niilismos negativo e reativo. O domínio da vontade de nada como pulsão de morte (outra vez Freud).

Seu “sou homem, sou jovem”, assim como sua “foi empolgação”, não passa de ficção-reativa, porque para se saber o que é um homem, um jovem e ter empolgação”, é imprescindível a vontade de poder que afirma a vida sem a acusação, sofro a culpa é tua, dissertada pelo Ressentimento; sofro a culpa é minha, dissertada pela Má Consciência, e serei feliz em outro mundo, dissertada pelo Ideal Ascético. Dissertações negadoras da vida. Portanto, impossibilidade de se saber e conhecer o homem e a juventude, e, de quebra, a empolgação de viver.   

Em síntese-reativa, nenhuma família fala. Muito menos o filho para a mãe!  

 

1 thought on “MAMÃE FALEI, CONFIRMA A IMAGEM DOGMÁTICA REATIVA: “SOU HOMEM, SOU JOVEM”, “FOI EMPOLGAÇÃO”, “AS UCRANIANAS SÃO FÁCEIS PORQUE SÃO POBRES”

  1. Velho companheiro Marcos José, dissecando a miséria existencial e cognitiva de gente eleita por quem vive e se alimenta da negação de si mesma. Todo excesso de identificação revela ausência de identidade de um sujeito disponível que, segundo Adorno, vive do cultivo nadificante de si mesmo sem si mesmo.

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