O PERIGO RONDA E É PRECISO CUIDADO: HÁ ANOMALIA-MUTANTE POR TODOS OS LADOS SEM QUALQUER VALOR À DEMOCRACIA

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

É fácil de entender, mas impossível de considerar e aceitar. 

Há anomalia por todos os lados, porque ela é uma excrescência como forma de dilatação da normalidade. Desta forma, ela pode se apresentar e deslocar em todos os espaços estriados pela semiótica-cominante da psicopatia capitalista e capitalística. visto ser, ela, uma dilatação da concepção racional, sensorial e ética da sociedade.

Entretanto, a anomalia não pode ser compreendida nem pala pelas ciências política, sociológica, antropológica, genética, neurológica e, muito menos, pela filosofia. A anomalia, por ser fora da ordem dos referenciais humanos, não pode ser compreendida pelos postulados epistemológicos da vida cotidiana dos humanos sociabilizados em comprometimentos inter e infra-políticos. Sendo a política o sentido ativo da vida.

Para que não haja qualquer equívoco, ou desentendimento banal, vamos fazer um demonstrativo-didático-pedagógico amparado no filósofo francês, Jean Baudrillard sobre a diferença entre anomia e anomalia. Como é sabido até pela pedras que não criam limo, porque se movimentam, a sociedade para manter sua pulsão processual de relações entre seus membros, precisa de equilíbrio alternante como funcionalidade de sua vida interna e externa. Ou seja, precisa de princípios norteadores que lhe conferem o sentido de normalidade como as regras, as normas, as leis, as determinações dos direitos e deveres de todos que produzem a constitutividade de seu organismo geral. Quando esse quadro homeostático-político-social-ético é quebrado, o normal passa a entrar em um estado de anomia. Esse estado de anomia é expressado por violências, agressões, destruições, desrespeitos e, até, revoluções. Como pode ser entendido, é o abalo dos princípios que mantinham a segurança do sistema. De qualquer forma, a anomia, trata-se de um reflexo da reação contra o sistema estabelecido. Ou melhor: a ordem estabelecida.

Já no caso da anomalia, não trata-se de uma reação contra o sistema, contra a ordem estabelecida com seus princípios, suas normas, suas regras, suas leis. A anomalia é totalmente divorciada de qualquer referencial saído do organismo social. A anomalia não surge por uma força ideológica, um antagonismo contra um poder determinado, ela é anomalia como produto de si mesma, Daí, a impossibilidade de decifrá-la. Ela não tem um corpo epistemologicamente possível de cognoscibilidade. Ela não pode ser conhecida através dos mesmos corpos-epistemológicos que são usados na relação sujeito-cognoscente e objeto-cognoscível. Ela é uma excrescência que não tem limite. Ela não pode ser pesada nem medida, ela é um fora da vida política, social, antropológica, estética, ética, religiosas, ela é, comparada com a sociedade-humanizada, uma anormalidade. O filósofo Buadrillard, aventa que ela seja uma mutação. O que nos leva até o filósofo da vida-ativa, Nietzsche com seu conceito de homem degenerado. Aquele que não atingiu a dimensão filogenética e ontogenética humana. 

Como exemplo inquestionável, pode-se apresentar os nazifascistas. Todo nazifascista é uma anomalia, uma tara que como mutante não atingiu a dimensão humano. Por isso, não serve à democracia. Embora estejam por todos os lados e nos imprimam ameças, sem saber nem quem nós somos, entretanto, quase sempre, eles nos causam frouxos risos, principalmente quando querem ser tratados como intelectuais, artistas, religiosos, políticos, pastores, etcs.

Mas, é preciso um breve esclarecimento quanto ao conceito anomalia usado fora da realidade patológica anti-humana. O filósofo italiano Toni Negri, tem uma obra filosófica com suporte do pensamento do filósofo holandês, Spinoza, chamada Anomalia Selvagem. Essa anomalia que Toni Negri trata é correspondente a uma nova forma de conceber a política como produtora de existência socialista como liberdade de produção do novo como Multitudo. Assim, como o conceito selvagem. Nada do que essa anomalia que tratamos aqui carregue, já que nem o Outro ela sabe que existe. Daí, não servir à democracia.

Assim, neste tempo de eleições gerais, é preciso que o eleitor democrata atente para o princípio de realidade atual do Brasil e escolha um candidato que não seja uma anomalia ou tenha qualquer relação com sujeitos-sujeitados à anomalia. Mesmo qualquer anomalia que já tenha até morrido. A Democracia não comporta mutação. É em função dessa realidade mutante que a maioria dos brasileiros não entende como pode existir sujeitos-sujeitados com esses tipos de comportamentos tentando modelizar a sociedade-brasileira para que ela elimine suas propriedades filogenéticas e ontogenéticas reais. 

O Brasil precisa de Normalidade-Democrática! E o Normal é o Voto-Democrático!  

 

 

 

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