MEMORIAL DOS POVOS INDÍGENAS REABRE COM EXPOSIÇÃO INÉDITA E GRATUITA EM BRASÍLIA

Objetivo é fortalecer a preservação e a valorização do Memorial dos Povos Insdígenas. Interessados têm até 20 de novembro para se inscrever. Foto: Tony Winston/Agência Brasília 5.5.2017

ATRAÇÃO CULTURAL

São 300 peças de 15 etnias reunidas na mostra ‘Mais de 12 mil Anos Nesta Terra’

Redação
Brasil de Fato | Brasília (DF) |

 

Após reforma, Memorial dos Povos Indígenas reabre com exposição inédita de peças e utensílios de povos originários – Tony Winston/Agência Brasília

Com espaço reformado, o Memorial dos Povos Indígenas reabriu para o público nesta quarta-feira (24). A retomada das atividades vem junto com a abertura de uma exposição inédita. Intitulada “Mais de 12 mil Anos Nesta Terra”, a mostra reúne 300 peças de 15 nações dos povos originários.

Parte das peças e objetivos fazem parte de um lote de oito mil artefatos apreendidos pela Polícia Federal no combate ao contrabando de objetos indígenas e doados para a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

::Leia também | Jaider Esbell: “Arte indígena desperta uma consciência que o Brasil não tem de si mesmo”::


Ao todo, exposição traz 300 peças pertencentes a 15 etnias indígenas diferentes / Divulgação/Secec-DF

O público que for ao Memorial vai ver o espaço remodelado. Segundo a pasta, durante a pandemia, o local recebeu investimento superior a R$ 500 mil para a troca de piso, pintura, limpeza e aprimoramentos na sinalização e no sistema de combate a incêndio.

Com essa doação, o museu brasiliense torna-se a segunda maior instituição na salvaguarda da memória dos primeiros habitantes. “O Memorial dos Povos Indígenas cresceu muito como museu”, afirma o gerente do espaço David Terena. Indígena, ele lembra que a instituição é um centro de informação, estudo e pesquisa sobre as culturas dos povos originários.

Seção tátil

Com título inspirado na presença dos povos originais muito antes da chegada dos europeus às Américas, a exposição tem cinco seções: plumária, de cerâmicas, cestaria e de máscaras. Esta última seção traz uma novidade, com uma parte da exibição tátil, em que os visitantes poderão manusear os objetos (chocalhos por exemplo). Os itens para compor essa parte são aqueles mais resistentes e que existem em duplicidade no acervo.

Nessa parte, tudo que estiver exposto ficará disponível para ser tocado. O visitante com deficiência visual poderá ter essa vivência. Para viabilizar a novidade, a equipe do Memorial fez contato com o Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais (CEEDV), da Secretaria de Educação, que auxilou na produção de legendas em braille.

:: Mortes, ameaças e invasões: como vive a indígena que discursou na COP26? ::

Outras peças

Farão parte da exposição fotos de um dos grandes pioneiros da pesquisa etnográfica na Amazônia, o filólogo, etnólogo e antropólogo alemão Theodor Koch-Grunberg (1872-1924), que contribuiu no estudo de povos indígenas da América do Sul entre o final do século 19 e início do 20.

No Memorial, os visitantes encontrarão registros doados pela embaixada da Alemanha que fizeram parte de uma exposição sobre a expedição científica de que participou Koch-Grunberg na região do Alto Rio Negro, entre 1903 e 1905. Dessa viagem, o pesquisador levou para o país europeu mais de mil registros fotográficos e quase 1.300 objetos etnográficos.

Programe-se:

Memorial dos Povos Indígenas
Exposição “Mais de 12 mil Anos Nesta Terra”
Endereço: Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti, em frente ao Memorial JK)
Horário de visitação: sexta-feira a domingo, das 9h às 17h
Telefones: (61)3306-2874
E-mail: mpi@cultura.df.gov.br

Fonte: BdF Distrito Federal

Edição: Flávia Quirino

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.