“EU ERA UM PACIENTE QUE VALIA MAIS MORTO DO QUE VIVO”, DIZ ADVOGADO QUE DENUNCIOU PREVENT POR TENTATIVA DE EUTANÁSIA

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Reprodução

27/09/2021.

Da Redação Viomundo.

Para o senador Otto Alencar (PSD-BA), trata-se de um caso de “eutanásia disfarçada”.

A denúncia, encaminhada à CPI da Pandemia, foi publicada pelo G1.

O advogado Tadeu Frederico de Andrade, de 65 anos, sobreviveu para corroborar a denúncia de familiares.

Em 30 de janeiro de 2021, um mês depois da internação de Tadeu, a família foi procurada por uma médica da Prevent Senior para informar que teriam início os “cuidados paliativos”.

Disse também que o óbito era questão de dias.

A filha do advogado discordou, a família ameaçou com denúncias na imprensa e ações na Justiça e a Prevent voltou atrás.

Em 30 de abril último, Tadeu recebeu alta, depois de 120 dias internado.

“Calculo que meu custo para o plano de saúde passou da casa de centenas de milhares de reais. Eu era um paciente que valia mais morto do que vivo”, disse ao G1 o advogado.

Em nota, a Prevent negou considerar questões financeiras em suas decisões médicas.

Se a família tivesse concordado com a Prevent, ficariam suspensas as medicações intravenosas e a hemodiálise do advogado, além de qualquer manobra de reanimação cardiorrespiratória (ver print abaixo, do G1).

Tadeu fez denúncia de seu caso ao Ministério Público de São Paulo.

Ele confirmou ao G1 que a primeira medida da Prevent foi despachar o kit covid com drogas ineficazes para a casa dele, quando teve os primeiros sintomas mas antes de testar positivo para a covid.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo, foram obtidas 33 assinaturas — uma a mais que o necessário — para abrir a CPI da Prevent.

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