CPI DA COVID OUVE AUTOR DE “ESTUDO PARALELO” QUE NEGOU MORTES PELA COVID NO BRASIL

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NA MIRA DO SENADO

Nesta terça, deve depor também ex-secretário de Saúde do DF denunciado por irregularidades na compra de testes rápidos

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Da esquerda à direita: relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o presidente Omar Aziz (PSD-AM) e o vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP) – Leopoldo Silva/Agência Senado

A CPI da Covid deve ouvir nesta terça-feira (17), às 9h30, o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques. Ele foi chamado à CPI porque teria elaborado um “estudo paralelo”, segundo o qual metade das mortes confirmadas no Brasil por covid-19 não teria ocorrido. O pretenso estudo foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro em uma de suas lives, em que exerceu o negacionismo contra a pandemia no Brasil.

A convocação do auditor Alexandre Marques foi sugerida pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O parlamentar sergipano quer “esclarecer os detalhes da participação” do auditor na produção do “estudo paralelo”, que chegou a ser citado pelo presidente Jair Bolsonaro como um documento oficial do TCU. Em junho, o auditor foi afastado do cargo.

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Acareação suspensa

A cúpula da CPI da Covid decidiu, em reunião na noite desta segunda-feira (16), suspender a acareação entre o ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, e o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF).

A reunião para confrontar as versões do ministro e do parlamentar sobre invoices (notas fiscais internacionais) da negociação entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos, para a compra da vacina Covaxin, estava prevista para esta quarta (18).

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No lugar da acareação, os integrantes da cúpula da CPI decidiram colocar o depoimento de Túlio Silveira, advogado da Precisa Medicamentos – empresa que intermediou a negociação suspeita entre o governo brasileiro e o laboratório indiano que desenvolveu a Covaxin.

Os senadores avaliaram que uma acareação entre o ministro e o deputado seria pouco produtiva e poderia ser explorada pelo governo para tentar atacar a CPI e os integrantes de oposição ao Palácio do Planalto.

“Concluímos que não traria nenhuma contribuição real, concreta, para a CPI a acareação dos dois. Temos versões distintas, de um e de outro, em relação à chamada invoice, o recibo. Se é somente essa a informação que precisa ser confrontada, pode ser confrontada de forma documental”, disse Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, após a reunião.

Acompanhe a sessão da CPI desta terça:

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