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A INTELIGÊNCIA DA VIDA

 

No sentido mais amplo, a inteligência é o ato que um ser executa para se manter vivo. Seja intencionalmente ou instintivamente como ocorre com um animal. O mesmo se pode referir aos vegetais. O ato inteligente não pode ficar distante do compromisso vital do ser, visto que o nascimento implica viver, e, viver, é compor com os corpus fundamentadores da vida. Breve exemplo simples: a planta para viver precisa de outros corpus-seres como solo, nutrientes, água, luz, temperatura. Esta composição-ato é a prática de sua inteligência que lhe mantém pulsante como vida. 

Porém, a inteligência dos vegetais, assim, como, a inteligência-instintiva dos animais, não acaba nela mesma como satisfação-individual-botânica ou como espécie-zoológica. Essa inteligência é inter e infra atuação com o meio onde ela habita, se alimenta e se movimenta. Ela é processual produtor de agenciamento-ecológico: Vida Ativa. Dimensão-Ecológica da essência e existência de todos seres-vivos. Trata-se do resultado dos encadeamentos de fluxos produtores de conteúdos e expressões do meio-ambiente que se manifesta em sua síntese como Terra. 

 

A DITA INTELIGÊNCIA HUMANA

 

Salvo a alteração de alguns percursos genéticos, toda criança que nasce é constituída do corpus virtual-inteligência. Ou seja, todo ser nascente traz em si o virtual da sua inteligência e o virtual da inteligência coletiva. Como o virtual é a potência do real, só há realidade quando da atualização deste virtual que constituirá esta realidade. A atualização do virtual não é um processual temporal, mas o exercício da práxis e da poieses. O que significa uma criação e não uma repetição. Pode-se  afirmar que a atualização do virtual é a colocação do novo no mundo. O acontecimento, como dizem os filósofos Foucault e Deleuze.

Neste seguimento filosófico-epistemológico, fica sem relevância a afirmação preconceituosa de que alguns indivíduos são despossuidores de inteligência. Como é óbvio, a inteligência é uma propriedade-gerativa constitutiva da mente, um elemento-mental, assim como o intelecto é uma faculdade da inteligência cuja a essência é operante na relação experimental do mundo pelo sujeito do conhecimento. É a matéria-exterior que provoca o intelecto a agir como faculdade criadora e dimensiona o grau de sua inteligência. Um intelecto jamais cria sozinho o mundo, como acreditam os hegelianos com suas abstrações-mistificadas que negam até a letalidade da Covid -19.  

 

A PRÁXIS E A POIESES COGNITIVA

 

Até os filósofos da genética, Jean Piaget e Lev Vigotski, sabiam que a fundamentação e a confirmação da inteligência-humana como corpus virtual só se concretiza com a experimentação do mundo-social. Sem a relação concreta com o mundo-social, a criança não produz seu universo de saberes e dizeres necessários ao desenvolvimento de sua inteligência e corporeidade. É nessa altercação ou alteridade social, que ela vai, por via de seu intelecto, compondo sua constituição cognitiva: pensamento, linguagem, memória, inteligência, imaginação, estética e ética. A sua cognição é uma contínua produção de territórios por onde ela movimenta seus afetos e é afetada por variações de corpus enunciadores de modus múltiplos de seres ontológicos.

Como a relação da criança com o mundo-social é resultante de sua singular práxis e poieses, sua cognição não se torna uma forma acabada, definida, fechada, molar, ela é constitutivamente plástica. Sempre é modificada por novos afetos que alegram seu existir coletivo. São estes novos afetos nascidos da ação da práxis e da poieses que proporcionam à criança segurança e alegria de viver em comunidade. É esta criança quem vai atualizar o adulto-virtual pelo qual ela é traspassada. É esta criança comunitariamente alegre, que vai revelar o adulto sujeito-histórico engajado e responsabilizado pelo mundo junto com outras mulheres, homens e crianças habitantes do planeta-errante, Terra. 

 

A ATROFIADA INTELIGÊNCIA DO NAZIFASCISTA-DEGENERADO

 

Por incrível que pareça incoerente, um nazifascista, na atualidade, pode ter nascido, se não sofreu alterações genéticas em sua estrutura-hereditária-humana, com a inteligência como virtual potência do real produtora de territórios existenciais alegres. Todavia, o que lhe fez um nazifascista foram suas experiências de mundo-social. Como dizem os filósofos-genéticos Piaget e Vigotski, eles também experimentam o mundo-social. Só que o mundo-social sintetizado estreitamente por suas famílias psicoticamente-paranoicas com intenso grau de perversão sem qualquer empatia com o outro, acompanhado de uma profunda angústia diante das frustrações que ele tenta evitar destruindo seus autores. 

Como o nazifascismo é produto de uma modelização, uma organização que esculpe seu ego-individual, mesmo com esse virtual potência do real da inteligência-humana, ele se tornará sujeito de inteligência-atrofiada humanamente incapaz. Um sujeito, como diz o filósofo Nietzsche, com o instinto e o espírito corrompidos. Um sujeito fisiológica e ontologicamente degenerado cujo ego-social é o prolongamento de seu ego-individual modelizado e organizado pela estrutura familialista que, por sua vez, não vivenciou o mundo como território de trocas de simpatias, empatias concretizadas como alteridade, solidariedade e comunalidade. Em contínua posição persecutórias, o mundo sempre lhe aparecia como perseguição e agente de punição.

 

A NEGAÇÃO DA INTELIGÊNCIA-SOCIAL

 

Neste quadro, pode-se entender que o nazifascista é desprovido de inteligência-social. Impedido de empatia com o outro, ele quando ocupa um cargo social, jamais poderá produzir ações benéficas aos sujeitos-inteligências-sociais, visto encontra-se imobilizados por seus componentes-psicóticos como valores que lhes impulsionam. Toda sua linguagem só reflete a si mesmo. Nunca a cognição-humana. Quando parece se dedicar ao outro, não passa de um estratégia de dominação, amparada na mentira, que ele sabe muito fazer uso, porque  percebe que muitos sujeitos-sujeitados, em suas psicopatologias, desejam e gozam. Seu alimento básico é necrogástrico. Sua bebida predileta é vampirescamente sangue. Só perambula e só se alimenta onde não há vida em função de seu culto à pulsão de morte. 

Embora o nazifascista seja provido de vários ardis de sua mente dominada pelo ódio, entretanto, ele sabe esconder sua violência  simulando fraternidade. Um momento em que ele tenta esconder essa violência é quando se candidata à um cargo. Até em conquistar um homem ou uma mulher. É por essa realidade, que existem nazifascistas disfarçados por todos os lados. Em todas as instituições, Há médicos fascistas, juízes, professores, jogadores de futebol, atores, atrizes, comerciantes, industriais, padres. pastores, obreiras, obreiros, jornalistas, engenheiros, repórteres, parlamentares, governadores, prefeitos, presidentes, ministros, advogados, etc. 

Há nazifascistas por todos os lados, só não há na Inteligência-Social. 

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