BOLSONARO, PROFETA-ANTI-CIÊNCIA, AFIRMA QUE “ATÉ O FINAL DO ANO ACABOU VÍRUS JÁ, COM TODA CERTEZA”

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

A personalidade megalomaníaca se mostra como alguém que é traspassado por um sintoma-básico: a exacerbação-narcísica do ego. Traduzido como um profundo sentimento de onipotência gerado pela propulsão-inconsciente de insignificância. O chamado delírio-profético. Como toda tentativa de futuração, para ser tida como lógica, só pode se aventurar calcada em pressupostos filosóficos e epistemológicos determinantes de um presente-real, toda profecia, carente desses pressupostos, não passa de uma ilusão. A duplicação delirante do real. Na verdade, negação do futuro tido como ameaçador. Medo. 

Como a maioria dos brasileiros sabe – tirando seus semelhantes -, Bolsonaro é dominado por uma limitadíssima estrutura epistemológica. O que o impede de vivenciar o mundo real com suas propriedades e categorias próprias produzidas pelas relações sociais entre as mulheres e os homens construtores da objetividade. Só não percebe quem não pode e não quer perceber, porque ele continuamente faz explícitas demonstrações. Não importa se impulsionado por forte compulsão, repetição do vazio, ou se por necessidade-narcísica de ser visto, em função de não suportar a solidão imposta pelos que são sujeitos-epistemologicamente-históricos. As mulheres e os homens reais. As mulheres e os homens reais historicamente sensíveis, inteligentes e éticos. 

A pandemia, tanto em suas formas espaço-temporal-científica, tem sido o palco preferido para ele exibir suas explícitas demonstrações de limitação-epistemológicas antidemocráticas. Enquanto o mundo científico mostrava o que é a Covid – 19 em seu corpo-patológico e suas ameaças e destruições, ele, no alto de seu desconhecimento e insensatez, afirmava que era uma simples “gripezinha”. Enquanto, a maioria das autoridades de saúde indicava, como forma de proteção, o isolamento corporal, o uso da máscara e o ato de evitar aglomeração, ele se posicionava contrariamente alimentando a si e seus semelhantes como forma de prescrever a nadificação da saúde-coletiva.

A vacina foi outro caso de nadificação da vida. Diante da necessidade de vacinar a população brasileira, ele usou as estratégias-incivilizadas para impedir a pesquisa e a compra de vacinas. Sua posição obstinada, comandada por sua limitadíssima capacidade epistemológica, agregada à sua pulsão de morte que o faz um excelente marqueteiro da dor, colocou o Brasil no ranking dos dois países com maiores números de mortos: 262 mil mortos. Com a média diária de 1800 mortos. Em função de sua eficácia tanática, o Brasil é hoje um dos maiores produtores de variantes da Covid – 19.

Eis, que crente em sua inquestionável capacidade-epistemológica, do alto de sua megalomania-egoica, ele afirmou aos seus semelhantes a sua profecia-covidiana:  

“Não tem esse negócio de vírus, não. Até o final do ano acabou vírus já, com toda certeza”, segundo a Folha de S.Paulo.

Não esquecer que ele já profetizou que não chegaríamos aos 100 mil mortos. 

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