FAKE NEWS NAS ELEIÇÕES, SÓ OS INCAUTOS, OS LIMITADOS-INTELECTIVOS E OS PERVERTIDOS ACREDITAM

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

Semioticamente o mundo é uma comunidade-comunicativa. Uma comunidade-falante. Uma comunidade onde todos se relacionam em função de um princípio ético: acreditar no outro como sujeito-falante que lhe comunica conhecimentos importantes para todos em função do acordo comprometedor com o social. Se comunicar é produzir práxis e poiesis sociabilizante. É tecer a rede de agenciamentos coletivos como expressão e conteúdo necessários para todos agentes sociais.

Quando a relação social comunicativa não é preservada predomina, primeiramente, a indiferença em relação a respeitabilidade do outro como sujeito de informação. Segundamente, predomina a tentativa de mudar o contexto-enunciativo-real para fazer prevalecer o enunciado-ficcional de um sujeito-sujeitado, grupelhos e classes-parasitárias. Assim, fica instituída a mentira e o caós linguístico-ético se estabelece em todos os quadrantes da comunidade. É uma recurso sócio-psicopatológico para fazer com que, pela força da mentira, seja estabelecida uma sociedade embrutecida, onde a simpatia e a empatia desapareçam das relações sociais. 

Para que a comunidade-mentirosa se estabeleça é necessário a existência de sujeito-sujeitado com seus modus de ser reificado e alienado que lhe impede de experimentar o contexto-enunciativo-real. Caso que pode ser diagnosticado como transtorno-mental-social. Ou disfunção da percepção-concepção-linguística. Ou, também, corrupção do espírito e dos instintos.  

Sintomaticamente, encontram-se neste quadro três tipos de sujeitos-sujeitados, ou corrompidos.

1 – O Incauto.

2 – O limitado-intelectivo.

3 – O pervertido.   

O incauto é o tipo de sujeito-sujeitado pelo mais baixo grau de conhecimento. É uma especie de supersticioso, por isso ele acredita em tudo que lhe dizem sem fazer qualquer uso da razão, já que vive na ilusão. O mundo racional inexiste para ele.

O Limitado-Intelectivo é o tipo de sujeito-sujeitado que se desloca na comunidade se relacionando com as pessoas, os objetos e as ideias apenas em função de seu conhecimento instrumental. Toda sua realidade resulta de sua praticidade em forma de hábito, já que ele próprio não passa, também, de um instrumento para si. Ele é incapaz de uma ato intelectivo que resulte em uma forma de abstração sobre a matéria. Por acreditar que as coisas são como se mostram para si, ele afirma sem qualquer dúvida que o sabor salgado é próprio do sal. Na relação amorosa, ele busca tão somente seu prazer. Força do hábito.

O Pervertido, como sujeito-sujeitado, é uma aberração: não é traspassado pelos princípios humanos fundamentais para a convivência-social. Nele, a ética da alteridade-empática inexiste. Esta a causa de seu ódio contra a democracia, visto ser a democracia a sociedade dos amigos. Por ter uma predisposição para o mal, em função de seu ódio contra a democracia, a figura mais exemplar desse tipo é o nazifascista. Todos as formas axiológicas de valores-humanos necessárias para o existir alegre em comunidade ele quer destruir. Daí, porque a psiquiatria de Reich, lhe classifica como impotente para o orgasmo. Embora, para ele, a maioria também não tenha a experiência orgástica. A ausência de pudor, de dignidade e de vergonha são os corpos anormais de seu caráter. 

Cientes deste quadro, os candidatos que buscam de toda formar ganhar uma eleição, fazem uso compulsivo das fake news, pois sabem da existência desses três tipos corrompidos que predominam na sociedade brasileira. E como apelam para este expediente despudorado, não poem ser tidos como democratas. Não deveriam disputar uma eleição democráticas, mas, sim, uma eleição nazifascista, onde todo tipo de recurso sócio-psicopatológico vale. 

Neste segundo turno, todos os candidatos progressistas estão sofrendo ataques sórdidos, mas contam com a possibilidade de que a maioria dos eleitores não esteja incluída neste grupo de dependentes e propagadores de fake news.

Acreditar em fake news, além de revelar personalidade com transtornos sensoriais, intelectivos e éticos, afirma, também, o desejo de não ter seus direitos democráticos realizados, visto ser antidemocrata. Não há democracia onde predomina a fake news, a mentira. A situação atual do Brasil comprova a força dessa tara-eleitoral. 

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