DESEMPREGO ALCANÇA 13,13 MILHÕES DE PESSOAS E BATE NOVO RECORDE

Brasília - Ministério do Trabalho promove ações, em homenagem ao Dia D de Inclusão de Pessoas com Deficiência, em diversas cidades do país com o objetivo de inseri-los no mercado de Trabalho (José Cruz/Agência Brasil)

maior desde 2012

Redação
Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

 

Na mesma régua, só que na outra ponta, a população ocupada diminuiu 8,1%, chegando a 47,1% – José Cruz/Agência Brasil

O desemprego no Brasil bateu um novo recorde: 13,8% no trimestre circunscrito entre maio e julho. Em números absolutos, o percentual representa 13,13 milhões de pessoas, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgada nesta quarta-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de 13,8 é a maior da série histórica, iniciada em 2012. Trata-se de um aumento de 1,2% em relação ao trimestre anterior, de fevereiro a abril, e de 2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. 

Na mesma régua, só que na outra ponta, a população ocupada diminuiu 8,1%, chegando a 47,1% e somando apenas 82 milhões de pessoas, ou seja, menos da metade da população brasileira, e também o menor contingente da série histórica. 

Novamente, em números absolutos, o percentual representa 7,2 milhões de pessoas ocupadas a menos em relação ao último trimestre antes da pandemia, entre dezembro e fevereiro, e 11,6 brasileiros ocupados a menos em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Segundo a analista da pesquisa do IBGE, Adriana Beringuy, a pandemia de covid-19 intensificou a crise econômica e foi determinante para os recordes negativos. “Os resultados das últimas cinco divulgações mostram uma retração muito grande na população ocupada. É um acúmulo de perdas que leva a esses patamares negativos.”

Outro dado importante é do contingente de pessoas desalentadas, aquelas que deixaram de buscar emprego, mas gostariam de conseguir uma vaga. O número também bateu um novo recorde com 5,8 milhões de desalentados.

Para Beringuy, a pandemia dificultou a busca por trabalho. Com a flexibilização das regras de distanciamento social, no entanto, o número deve diminuir nos próximos meses. “Além de tirar o trabalho, a pandemia também impossibilitou sua procura, ou por conta das medidas restritivas, ou porque as atividades econômicas estavam suspensas ou, ainda, por questões de saúde pessoal”, afirma.

Edição: Leandro Melito

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.