AO PEDIR QUE SE COMBATA A CRISTOFOBIA, BOLSONARO TOCA EM SEUS ELEITORES-MISTIFICADOS

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

Imagem do cinema O Evangelho Segundo São Matheus, de Pier Paolo Pasolini. 

É simples. Muito simples.

Como Bolsonaro pediu para se combater a Cristofobia, nada como examinar o interior e o exterior dessa anti-teologia que perambula e entulha o Brasil buscando se tornar uma orientação. 

O filósofo Nietzsche, diz que só devemos falar daquilo que ultrapassamos. Caso contrário, só tagarelamos. O filósofo do Humano Demasiado Humano, mostra, para a pós-modernidade, que contínua atualíssimo dado ao exacerbado grau de logorreia que predomina na aldeia-global. Tagarela-se compulsivamente todo momento sobre o que não se conhece com a maior pose de autoridade no assunto tagarelado. E o pior: ainda tem gente que acredita no conteúdo da tagarelada. É o insignificante tagarelando para o insignificado.  

No caso do Brasil, um das palavras mais tagarelada é Cristo. Um número considerável de sujeitos-sujeitados, um dos que mais tagarela por se encontrar submetido à tirania da semiótica dominante, faz uso constante desta palavra sem ter qualquer vivência-singular deste significado.

A razão é simples: a palavra Cristo é usada, em dois seguimentos: um, como mecanismo de defesa contra o medo refletido como sintoma resultante da interdição na meta da libido-narcísica da criança investida no pai, ou mãe, que se apresenta na vida dita adulta como sentimento de culpa. Fator importante para estabelecer, no medroso, uma pseuda moral social. Dois, como mecanismo calculista para submeter sujeitos-sujeitados aos interesses exploradores de outros sujeitos-sujeitados. São os que têm medo, mas não como sentimento de culpa. Trata-se do medo saído da experiência traumática da oralidade como perda do objeto de satisfação que na vida dita adulta aparece como sintoma-devorador. Exemplo: o dinheiro é o objeto simbólico do seio-materno reificado. Casos analisados e diagnosticados pela psiquiatria como distúrbios do eu. Ou, simplesmente, negação do real. São, principalmente, esses segmentos que fornecem para esses sujeitos-sujeitados a base sustentadora do sentido de religião-igreja sem qualquer relação humana com sentido real de religião. 

É exatamente Nietzsche quem melhor mostra a resplandecência da essencialidade cristiana. Um ser transcendido, além do bem e do mal dos impuros, degenerados, corrompidos e trapaceiros. Aberrações que passam distante do espírito-amor. Cristo o mais amoroso, o mais singelo, o mais compreensivo, o mais comprometido, o que não acusa, não, não julga e não condena, como mostra Nietzsche. É nessa enunciação, espirito-amor, que se pode entender que são necessários três princípios-ontológicos para uma pessoa se dizer companheira-camarada de Cristo.

1 – A Cognoscibilidade – Conhecer o Outro.

2 – A Alteridade  – Se tomar como práxis e poiesis na relação com o Outro.

3 – Solidariedade  – Se comprometer com o Outro na criação Ontológica-Histórica-Humana.

 

Para compor em si esses três princípios-ontológicos, é necessário que a pessoa tenha atingido a dimensão Humana através do “cultivo das energias espirituais” que é a Humaniora como humanidade. Humanidade, que significa para o filósofo Kant, “de um lado, o sentimento universal de simpatia e, por outro, a faculdade de comunicar-se com a máxima intimidade e universalmente; qualidades que, reunidas, constituem a sociabilidade própria do gênero humano…”. Fácil de entender: os sujeitos-sujeitados, observados aqui, encontram-se impossibilitados de atingir a dimensão Humaniora. 

 

Exposto este quadro, pode-se significar quem é o Cristofóbico. É aquele que não atingiu a dimensão da cristanidade e faz uso de seu nome de forma tagarelante com o único objetivo de alcançar seus propósitos pessoais aproveitando a significação amorosa de Cristo como representação da sensibilidade, inteligência e ética no mundo-real o que afirma uma existência ontologicamente autêntica. São sujeitos-sujeitados, impossibilitados mentalmente de vivenciarem o evangelho, a Boa Mensagem que Cristo movimenta como Devir-Amor-Criativo-Político. Mas,mas que são bons propagadores disangelhistas da Má Mensagem, como mostra Nietzsche. 

É por este componente-psíquico, inscrito como mistificação em sua mente, que o Cristofóbico odeia a filosofia, a ciência, a arte, o negro, o índio, a mulher, o homossexual, o trabalhador etc, é grandemente embrutecido, irracional, invejoso, odiento, vingativo, despudorado, indigno, além de se mostrar com comportamento estereotipado, bem sedimentado, cristalizado, estriado. Daí que a cruz para ele escapa do simbólico. É para deixar Cristo eternamente preso. Trata-se de uma repugnante-aberração.

Com seu modo de ser-cruel, o Cristofóbico não pode viver em sociedade. É visivelmente Anti-Democrata. 

Diante desse exame, se o pedido de Bolsonaro for colocado em prática ele não será reeleito, pois o Cristofóbico desaparecerá e prevalecerá a Democracia. Para o bem da humaniora-cristã brasileira. 

 

 

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