ARTUR NETO, PREFEITO DE MANAUS, DIVULGA FAKE NEWS NECRO-SOBRENATURAL: “EU VI A CARA DA MORTE E ELA ESTAVA MORTA”

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

O filósofo Epicuro diz que “quando estamos vivos, a morte não existe”. O filósofo Deleuze, encadeado com o filósofo Spinoza, afirma que “é sujo falar sobre a morte”. E próprio Spinoza implica-ironicamente, mais ainda, a preocupação compulsiva com a questão da morte: “O homem livre em nada pensa menos que na morte; e sua sabedoria não é uma meditação da morte, mas da vida”. 

Todos sabem que em seu sentido lato, há morte quando todas as funções vitais de um ser vivo param de funcionar. O homem, o cachorro, o gato, o jacaré, um vegetal, etc., morrem quando suas funções vitais deixam de funcionar. Antes disso, há vida-funcional. Tanto o homem, o cachorro, o gato, o jacaré, o vegetal, e o etc, quando estão com suas funções vitais muito enfraquecidas, o movimento-orgânico que antecede a derradeira vitalidade, não deslumbram qualquer imagem que possa ser creditada como morte. Por quê? Porque a morte não existe. E como não existe ninguém pode vê-la. O fenômeno perceptivo só é possível em relação à matéria. Como a morte não um ente material, constituída como corpo-perceptivo e conceptivo toda afirmação sobre sua existência-testemunhada é alucinação e delírio. Para entender fácil: alucinação quando se afirma que viu. Delírio quando se argumenta sobre ela. Fenomenologicamente é impossível vivenciar a morte, visto que nem a intuição e nem a percepção podem torná-la conteúdo da consciência.

Mas, é muito fácil entender a razão de se afirmar que se viu a morte: a morte que se diz ter visto não passa de um desenho criado com um fim místico-moral para domar os ensandecidos-pecadores, segundo a pedagogia das igrejas para conversão dos infiéis através da propagação do medo-infernal. O desenho da morte a maioria já viu. Uma mulher magérrima, com um manto-negro que arrasta até o chão, com um capuz e uma foice na mão. Uma simbologia claramente Ocidental, embora todas às culturas tenham apresentado as figuras-simbólicas da morte.

Arthur Neto, do PSDB, prefeito, pela terceira vez, de Manaus, uma não-cidade, em entrevista à uma revista profundamente supersticiosa – basta observar como ela entende política de forma mistificada-reificada, objetos da superstição -, que encontra-se recuperando do contágio da Covid 19 em um hospital-empresa, em São Paulo, disse: “Eu vi a cara da morte, e ela estava morta”. Coisa de Arthur: como ele pôde constatar a cara da morte se ela já estava morta. Fake News necro-sobrenatural: a morte não pode morrer. Se ele afirmou que viu a cara da morte e ela estava morta, ele não viu a cara da morte. Ele viu, aí sua grande superioridade-teo-sobrenatural, a cara da morte morta. A outra cara de outra morte. Valha-me Deus! Toma cuidado, Senhor! Esse Arthur é de morte.  Ele já prometeu surrar o mais ilustre presidente brasileiro, Lula.

Se Arthur viu a cara da  morte morta, ele foi mais um enganado pela morte: imaginou ter visto a morte, mas o que viu foi seu simulacro: uma imagem fingindo  ser o que não era. Cazuza foi mais realista e respeitoso com seus fãs, o que Arthur não foi com seu eleitores, ao dizer: “Eu vi a morte, e ele estava viva”. A morte para o Barão Vermelho é vida.

Mais uma das implicantes confusões de Arthur: ele confundiu imagem de cadáver com cara da morte. Um cadáver é tão somente o rastro de uma vida. Se diz quando se testemunha um: aqui houve vida. Arthur entende de morte da mesma forma como entende política: supersticiosamente. Desvio do real.   

O filosofo Sartre, que nunca falou sobre a morte de modo mistificado, mitificado, reificado, elementos produtores da superstição, mas só de modo político, afirmou que quem se preocupa com a morte tem medo da vida, porque não assumiu uma existência autêntica. 

Desta forma, Sartre sintetiza os três filósofos que pensam só a vida: A morte não existe quando estamos vivos. Falar de morte é sujo. A sabedoria do homem livre é a vida. 

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