WEINTRAUB COMETEU FRAUDE MIGRATÓRIA E PODE SER DEPORTADO, DIZ ESPECIALISTA

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“Ele mentiu, na verdade, ao entrar nos Estados Unidos usando um pretexto falso”, diz Leonardo Freitas, ex-agente federal do governo norte-americano

Jornal GGN – Leonardo Freitas, especialista em migração e ex-agente federal do governo norte-americano, afirma que Abraham Weintraub cometeu “fraude migratória” ao sair do Brasil rumo aos Estados Unidos com um passaporte diplomático sabendo que seria exonerado do Ministério da Educação. Como consequência, ele poderá ser investigado pelas autoridades estadunidenses e deportado.

“Realmente configura o que a gente chama de fraude migratória. A pessoa que entra nos Estados Unidos da América, ela tem que mostrar o motivo a que veio. E isso foi burlado através do uso do passaporte diplomático e de um visto diplomático chamado A2”, disse Freitas à CNN Brasil na manhã desta segunda (22).

Segundo o especialista, o passaporte diplomático foi cancelado no minuto em que a exoneração de Weintraub saiu no Diário Oficial da União, e o visto A2 “não confere imunidade diplomática pura e plena, ele simplesmente confere imunidade parcial”, disse. “Apenas aqueles munidos do visto A1 têm imunidade total e plena”, acrescentou em entrevista à rádio CBN.

A entrada de Weintraub nos EUA nessas circunstâncias “configurada uma fraude migratória porque já era sabido pelo próprio ministro que ele seria exonerado antes de embarcar para o vôo para os EUA. Ele mentiu, na verdade, ao entrar nos EUA usando um pretexto falso.”

Freitas explicou que “pode haver realmente um processo de remoção” contra Weintraub se o governo norte-americano investigar e determinar que houve a fraude.

Acuado pelo inquérito das fake news na Suprema Corte, Weintraub dificilmente entraria nos EUA de outra forma porque o País fechou fronteiras com o Brasil por causa da pandemia de coronavírus.

De acordo com Freitas, a Casa Branca poderia intervir em favor de Weintraub, com Donald Trump considerando pessoalmente a fraude uma “infração menor”, a pedido de Jair Bolsonaro. Porém, o custo político seria enorme: o Departamento de Justiça pode entender que Trump está abusando do poder para ajudar um aliado e abrir caminho para um processo de impeachment.

O jornalista Igor Gadelha, da CNN, disse que conversou com Weintraub nesta segunda (22). Ele não quis dar detalhes sobre a regularidade de sua permanência nos EUA sem passaporte diplomático, mas informou que vai permanecer lá até que seu nome seja aprovado pelo Banco Mundial e um novo visto seja expedido pela instituição.

Freitas também disse que qualquer pessoa que entra nos EUA durante a pandemia deveria cumprir 14 dias de quarentena. Weintraub postou foto [veja acima] nas redes sociais mostrando suas aventuras gastronômicas.

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