O DEPUTADO FEDERAL (PT/AM) JOSÉ RICARDO COMO CANDIDATO PARA DISPUTAR A PREFEITURA DE MANAUS REFLETE A PRÁXIS-POIÉTICA DA POTÊNCIA-DEMOCRACIA

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O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) escolheu, em sua maioria, o deputado federal do estado do Amazonas José Ricardo como candidato para disputar a eleição para prefeito de Manaus. A disputa contou com a participação do deputado estadual Sinésio Campos, representante da ala mais reacionária do partido no estado. A ala dos conchavos-eleitorais com as direitas. 

Em seus percursos como sujeito atuante no estamento legislativo, José Ricardo começou como vereador, se elegendo, em seguida, como deputado estadual, e, logo em outra sequência, foi eleito, na última eleição, o deputado mais votado para representar o Amazonas na Câmara Federal. A dissonância da bancada-amazonense-reacionária.

Zé é, hoje, a mais importante liderança-popular no estado de Ajuricaba. Seus movimentos reais sempre estiveram compostos pelos corpus-populares em todas suas expressões. Diria o filósofo Toni Negri, o Devir-Povo. Trabalhadores-industriais, trabalhadores-agrícolas, trabalhadores-funcionários-públicos, trabalhadores-domésticos, diaristas, artistas-engajados, religiões afrodescendentes, o cristianismo em todas suas formas e todas as expressões sindicais, além do movimento LGBTI.

A candidatura de Zé Ricardo reflete a práxis-poiética da potência-democrática, porque, principalmente, depois da pós-ditadura nenhum prefeito revelou, em suas atitudes ditas públicas, o conhecimento de que a democracia é a produção-política resultante da composição das potências de todos os indivíduos. Os indivíduos politicamente-coletivizados. O pletos: a igualdade na multiplicidade. A práxis-poiética da homonoia e da homologia. O pensamento dos iguais e a linguagem-discurso de todos. O que leva o filósofo-psiquiatra Felix Guattari afirmar: “antes do ser há a politica”.  

Nada disso eles sabiam. Ignorância-política que também impedia que soubessem qual a distinção entre cidade e urbe. Não sabiam que a urbe é conjunto dos corpus materiais e imateriais que afetam os indivíduos em suas relações-sociais que funda o corpus-cidade, como afirma o filósofo-psiquiatra Felix Guattari. Não sabiam que “os espaços construídos nos interpelam de diferentes pontos de vista. Histórico, estilístico, funcional, afetivo”.

Manaus é um território constituído de corpus materiais e imateriais que afetam seus habitantes de tristeza lhes diminuindo a potência de agir. Causando-lhes ansiedade, angústia, depressão e medo. Corpus que todos os ex-prefeitos contribuíram com sua parcela-triste de desconhecimento. Neste quadro, seus habitantes têm que recorrer aos afetos-compensatórios. A alegria-psíquica imaginada como real. Formas existenciais alienadas promovida pelo sistema-capitalístico como satisfação-oral. Um dos cruéis predicados para que Manaus seja nominalizada como não-cidade.

Zé Ricardo conhece a arte de mudar perspectiva, como diz o filósofo Nietzsche. Ele sabe como mudar o ângulo do olhar que precisa ser mudado para se deslocar da imobilidade imposta por mais de trinta anos em Manaus por esses alcunhados-administradores da coisa-pública que, dominados por seus sentidos-cativos bem alocados pelos signos-familiares, estreitaram a percepção-concepção do significado urbe-cidade. No entendimento mais vulgar, tomaram Manaus como feudo-particular para o usufruto pessoal e de seus semelhantes afetando de tristeza seus habitantes (Dolorosa-rima).

Zé Ricardo é a boa-mensagem-molecular para uma Manaus imóvel pela força-molar, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari.    

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