AMAZONAS: MEDIDAS INTENSAS E RÁPIDAS DO GOVERNO NÃO SURTIRAM EFEITO E GOVERNADOR PODE DECRETAR LOCKDOWN NO ESTADO

 

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que o governo do Estado do Amazonas agiu com intensidade e rapidez à chegada do covid-19.

Quando, em março foi testado o primeiro caso, o governo iniciou o isolamento social. A partir do dia 16 de março as escolas foram fechadas e os serviços não essenciais também receberam orientações para encerrar as atividades.

Independente das decisões do governo do Estado e da prefeitura de Manaus a pandemia não deu trégua. Muitas pessoas continuaram circulando, principalmente trabalhadores informais.

Ontem, dia 13.04.2020, numa longa entrevista, Wilson Lima declarou ao Jornal Espanhol El País, que 90% dos leitos estão com pacientes de covid-19 e avalia decretar lockdown no Estado.

Na segunda-feira, 13, o Estado registrou mais 69 casos. A capital, Manaus possui 1.106 pessoas portadoras do vírus e 169 estão distribuídas por cidades do interior.

Maués, por exemplo, a SEMSA do município registra 8 casos confirmados. Quatro estão internados e quatro em isolamento domiciliar. Um foi transferido para Manaus. Nove exames estão aguardando resultados do Lacen.

O exemplo desse município mostra que o Ministério da Saúde não tem o controle da situação. E isso comprova que no Brasil  há de 225 a 250 mil pessoas infectadas e não 23.430, dizem pesquisadores da PUC, da Fiocruz e da USP.

A decisão de ter agido com intensidade e rapidez é contraditória com o avanço da pandemia  no Estado que não tinha estrutura médico hospitalar para enfrentá-la e é por isso que Wilson Lima já pensa em fechar tudo.

 

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